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Quarta-feira, 01 de Julho 2026
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STF libera parte dos penduricalhos vetados pelo próprio tribunal

STF vota pra flexibilizar pagamento dos penduricalhos O STF - Supremo Tribunal Federal decidiu flexibilizar as regras de pagamento dos penduricalhos a juízes e integrantes do Ministério Público. Em março, o Supremo limitou o pagamento das verbas indenizatórias de magistrados, procuradores e promotores a 35% do teto constitucional - atualmente, R$ 46 mil. A decisão criou uma gratificação por tempo de atividade, que também fica fora do limite e pode chegar a outros 35% sobre o teto. Com isso, quem está no topo da carreira ficou autorizado a receber até 70% a mais do que o teto: R$ 32,4 mil extras. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A Procuradoria-Geral da República e entidades de juízes e do Ministério Público recorreram da decisão. Pediram para excluir outros penduricalhos - como o auxílio-saúde - do teto constitucional. Nesta terça-feira (30), por unanimidade, os ministros do Supremo decidiram flexibilizar as regras. Mas a maioria votou para liberar o pagamento de apenas parte dos penduricalhos. O STF estendeu a gratificação por tempo de atividade para aposentados e pensionistas; autorizou que magistrados e membros do Ministério Público recebam, simultaneamente, duas gratificações: por tempo de atividade e a de vantagem pessoal nominalmente identificada. Mas o mesmo período de trabalho não poderá ser usado para calcular os dois benefícios. STF libera parte dos penduricalhos vetados pelo próprio tribunal Jornal Nacional/ Reprodução O tribunal também autorizou o pagamento conjunto da gratificação por exercício cumulativo de jurisdição e da gratificação por excesso de distribuição de processos, e foi permitido o pagamento em dinheiro de férias, licenças-prêmio e plantões acumulados antes do julgamento de março, que não tenham sido usufruídos em função de atividades de trabalho e com o pagamento limitado a 35% do teto. Após a votação, na primeira reunião do CNJ para tratar da remuneração de juízes, o presidente Luiz Edson Fachin falou em eliminar distorções: “Não se trata de ampliar privilégios nem de reduzir direitos sobre o impulso de paixões circunstanciais, mas de construir um sistema claro, previsível, sustentável e transparente, que elimine distorções, restaure a confiança social e devolva segurança jurídica à matéria”. Guilherme Cezar Coelho, fundador da República.org, alerta que a decisão desta terça-feira (30) aumenta ainda mais os gastos públicos: “Ela piora uma decisão que já era insatisfatória de março passado. O mais preocupante ainda é que hoje foi flexibilizado um pagamento de retroativos, que é uma quantidade de dinheiro de dezenas de bilhões de reais, que vão fazer falta no Brasil, que vai entrar em um ciclo de aperto fiscal”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM STF decide afrouxar regras de pagamento de parte dos penduricalhos que o próprio tribunal havia fixado; entenda

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