Rubio acusa Lula de não negociar tarifas: 'Colocou o próprio ego à frente de um acordo'
Professora do Insper analisa os efeitos do novo tarifaço na economia brasileira Após os Estados Unidos confirmarem a aplicação de tarifas 25% sobre produtos brasileiros, o secretário de Estado dos Estados Unidos indicou que a motivação da medida é política. Nas redes sociais, Marco Rubio diz que as políticas econômicas do governo de Lula são "ruins para os americanos e ruins para os brasileiros". "[Para que] não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociariam com os EUA de boa-fé", afirmou Rubio. O secretário acrescentou que o presidente brasileiro "colocou o próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e as tarifas são o preço por isso". Entretanto, esse argumentos contrastam com o que dizem as autoridades da USTR, órgão responsável pela investigação que instituiu as tarifas. Em coletiva de imprensa, uma autoridade americana envolvida nas negociações afirmou que as motivações não são políticas. 🔎 O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou nesta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho. "Eu rejeito isso totalmente. Não se trata de gostar ou não das decisões políticas de outro país", respondeu a autoridade a uma pergunta da TV Globo sobre o teor político do tarifaço. Secretário de estado dos Estados Unidos deixa claro que as motivações do tarifaço partem de uma análise política. Reprodução / X A autoridade também garantiu que o órgão mantém "conversas bastante cordiais" com homólogos brasileiros. "Na verdade, são as únicas pessoas com quem converso. Não estou mantendo discussões com outras pessoas no Brasil", disse a autoridade. "Continuamos abertos ao diálogo. Creio que, se houver retaliação, seremos solicitados a possivelmente modificar nossa ação para contrapor essa retaliação.... Não prevejo retaliação. Se o Brasil optar por isso, provavelmente haverá novas medidas da nossa parte", acrescentou a autoridade. Quando questionado sobre o superávit comercial com o Brasil, a autoridade afirmou que esse não foi o foco da investigação, mas as políticas e práticas relacionadas à propriedade intelectual, leis anticorrupção, desmatamento, etano etc. "Quanto ao superávit relacionado à nossa relação comercial, para ser sincero, se resolvêssemos essas outras questões, provavelmente teríamos um superávit maior com o Brasil", disse durante a coletiva. Marco Rubio em depoimento na Câmara dos Representantes do s EUA REUTERS/Evelyn Hockstein
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