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Sábado, 29 de Agosto 2026
Geral

Miss Brasil que perdeu coroa já sabia que estava grávida antes de viajar para disputar título internacional, revela organização do concurso

Lara Marina Soares Tosta perdeu o título de Miss Brasil Supranational 2026 Divulgação/CNB O Concurso Nacional de Beleza (CNB) desmentiu a versão apresentada pela modelo capixaba Lara Marina Soares Tosta, Miss Brasil Supranational 2026, e afirmou que a agora ex-miss já sabia que estava grávida antes de viajar para disputar o título internacional na Polônia, em julho deste ano. A modelo teve o título nacional destituído na quarta-feira (26) pela organização, que divulgou que a decisão foi tomada após "descumprimento de obrigações contratuais consideradas incompatíveis com a manutenção do título". Na ocasião, Lara afirmou que perdeu o posto por causa da gestação. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Organização desmente versão da ex-miss Documentos obtidos pelo g1 apontam que a modelo realizou um ultrassom que confirmou a gravidez no mês de abril, indicando que ela realizou a viagem para o Miss Supranational com quase três meses de gestação. Em um vídeo publicado na quarta-feira (26), no entanto, a miss havia afirmado que a gravidez foi descoberta somente após a viagem, já no mês de agosto. "Quando eu voltei para casa, eu precisei encontrar uma coragem ainda maior do que aquela que eu encontrei naquele palco [...] Eu já percebia que o meu corpo estava diferente, mas durante o concurso eu estava completamente focada na minha missão em entregar o meu melhor. E quando eu tive coragem de fazer o teste e vi que ele tinha dado positivo, me passou um turbilhão de sentimentos: medo, insegurança, surpresa, mas principalmente amor", disse a ex-Miss Brasil Supranational, sem dar detalhes sobre a data exata em que a gestação foi descoberta. Organização foi avisada sobre gravidez após o concurso A modelo embarcou para Polônia em 13 de julho para representar o Brasil no Miss Supranational e conquistou o terceiro lugar no concurso. Segundo a organização, ela retornou para o Brasil em 3 de agosto e informou a gravidez para a CNB mais de uma semana após a participação na competição. “Lara embarcou para a Polônia em 13 de julho de 2026, para representar o Brasil no Miss Supranational. Entretanto, de acordo com documentação médica à qual a organização teve acesso, em 22 de abril de 2026 ela já havia realizado exame de ultrassonografia que apontava uma gestação de aproximadamente sete semanas. Portanto, a gestação era anterior à viagem internacional e, segundo os registros disponíveis à organização, já era de seu conhecimento antes do embarque”, informou a CNB, por nota. Segundo o Concurso Nacional de Beleza (CNB), Lara Marina enviou laudo comprovando ter realizado um ultrassom no mês de abril Divulgação/CNB Durante o concurso, ainda segundo a organização, a ex-miss chegou a afirmar que estava com dengue e com sintomas de prisão de ventre. Ela teria mudado o traje típico para a competição, que continha um biquíni, por um maiô sem informar a CNB (veja a nota na íntegra no fim da reportagem). LEIA TAMBÉM: Miss Brasil Supranational 2026 perde título após anunciar gravidez: 'Sou uma futura mãe e isso não cancela minha história' Do bullying na infância aos concursos de beleza: quem é a Miss Brasil que perdeu coroa ao anunciar gravidez “Eu provei o biquíni e não me senti confortável nele, não ‘tô’ conseguindo ir no banheiro direito e minha barriga não está muito legal [...] Eu acabei colocando o body para ter mais conforto e mais confiança no palco. Eu não sei se todo mundo está de acordo com isso, sei que não foi o real planejado”, disse Lara em um áudio enviado pela organização ao g1. Ex-miss Lara Marina trocou traje típico com biquíni por maiô e afirmou estar com 'prisão de ventre' Divulgação/CNB Perda de título foi motivada por quebras de contrato Por nota, a organização brasileira informou que a gravidez não foi o motivo da perda do título da modelo capixaba. Segundo a CNB, a decisão está relacionada ao descumprimento de obrigações previstas no contrato e por situações registradas pela produção antes, durante e após a participação da ex-miss no concurso internacional. Ainda segundo a CNB, as quebras de contrato foram relacionadas às seguintes cláusulas contratuais: Descumprimento de padrões e orientações por não utilizar a roupa de entrevista e o traje típico aprovados pela coordenação. Falta de comunicação por não responder às solicitações da organização (por telefone, e-mail ou redes sociais) no prazo máximo de 24 horas. Estar grávida durante sua participação e reinado. Não comunicar a organização sobre seu impedimento para cumprir suas obrigações ou seguir para a etapa internacional com até 90 dias de antecedência para renunciar ao título. Expor os bastidores do concurso ou prestar declarações e entrevistas sem autorização ou que afetem a imagem da organização. Procurado pela reportagem, Charles Souza, coordenador estadual do Miss Espírito Santo, afirmou que o foco da organização capixaba é zelar pela saúde física e emocional da modelo. “Assim que Lara retornou da Polônia, orientamos que realizasse exames com nossa rede de apoio no Espírito Santo. Os exames foram realizados em agosto e logo tomamos conhecimento da gestação. Neste momento, nosso foco é zelar pela saúde física e emocional de Lara Marina, que, independentemente de qualquer decisão administrativa, ela sempre será uma vencedora para nós. Seguimos acompanhando e torcendo por sua recuperação, pelo seu bem-estar e pela saúde do bebê. Reforçamos nosso compromisso com o respeito, a verdade, o acolhimento e suporte a todas as mulheres do nosso concurso”, disse o coordenador. Miss Brasil Supranational 2026 perde título após anunciar gravidez Relembre o caso A modelo Lara Marina Soares Tosta, Miss Brasil Supranational 2026, anunciou nas redes sociais, na quarta-feira (26), que perdeu o posto por estar grávida. Lara Marina tem 19 anos, é de Afonso Cláudio, na Região Serrana do Espírito Santo, e conquistou o título nacional na competição realizada em Pernambuco, em fevereiro. Antes do pronunciamento dela, o organizador da competição, Concurso Nacional de Beleza (CNB), publicou nas redes sociais a perda do título sem explicar os motivos da decisão. Horas depois, a ex-Miss publicou um vídeo e revelou que está grávida. O CNB informou que aconteceu um "descumprimento de obrigações contratuais consideradas incompatíveis com a manutenção do título". Já Lara contou que a gestação foi descoberta após seu retorno do concurso Miss Supranational 2026, realizado na Polônia, no qual conquistou o terceiro lugar. Ao g1, na quinta-feira (27), Lara disse que não tem nada além para falar. "No vídeo está todo meu depoimento de coração para coração". Confira a nota da organização na íntegra: O CONCURSO NACIONAL DE BELEZA LTDA. – ME (CNB), por meio de sua assessoria de imprensa, vem a público prestar esclarecimentos a respeito das informações que vêm sendo divulgadas sobre a Miss Lara Marina Soares Tosta e sua participação no Miss Supranational, uma vez que as declarações apresentadas publicamente não correspondem aos fatos e aos registros disponíveis para a organização. Antes de tudo, o CNB esclarece de forma categórica que a gravidez não foi, em nenhum momento, o motivo da perda do título. A decisão está relacionada ao descumprimento de obrigações previstas contratualmente e a situações registradas pela produção antes, durante e após sua participação no concurso internacional. Lara embarcou para a Polônia em 13 de julho de 2026, para representar o Brasil no Miss Supranational. Entretanto, de acordo com documentação médica à qual a organização teve acesso, em 22 de abril de 2026 ela já havia realizado exame de ultrassonografia que apontava uma gestação de aproximadamente sete semanas. Portanto, a gestação era anterior à viagem internacional e, segundo os registros disponíveis à organização, já era de seu conhecimento antes do embarque. Ainda assim, o CNB não foi comunicada sobre a gestação naquele momento. Lara retornou ao Brasil em 3 de agosto e somente em 12 de agosto, após sua participação e colocação no concurso internacional, comunicou oficialmente sua gravidez à organização enviando um laudo médico onde no mesmo constava que Lara já havia feito um ultrassom no dia 22/04/2026 que já confirmava uma gravidez. A partir dessa comunicação, o CNB precisou analisar a situação à luz das obrigações assumidas contratualmente. É importante esclarecer que existem regras previamente estabelecidas para todas as candidatas, justamente com o objetivo de garantir igualdade de condições, organização, previsibilidade e respeito às demais participantes. Entre as regras estabelecidas pela organização está a não participação de candidatas que estejam grávidas no período de preparação, representação e participação no concurso. Trata-se de uma condição previamente estabelecida e aplicável indistintamente a todas as participantes. Essa regra não representa qualquer julgamento sobre a maternidade ou sobre a decisão individual de uma mulher em relação à sua gestação. Ela existe porque cada gravidez acontece de uma maneira diferente. Há mulheres que atravessam uma gestação sem grandes intercorrências, enquanto outras podem apresentar náuseas, inchaço, queda de pressão, indisposição, alterações intestinais, cansaço ou outras manifestações físicas e emocionais. O CNB respeita integralmente essas particularidades e entende que a saúde e o bem-estar da mãe e do bebê devem ser sempre prioridades. Uma competição internacional envolve viagens, deslocamentos, ensaios, compromissos oficiais, pressão, ansiedade, exposição física e uma intensa rotina de atividades. A regra de não participação de gestantes busca evitar que a candidata seja submetida a uma rotina que possa representar riscos ou desconfortos para ela ou para o bebê, além de preservar a isonomia e o planejamento da competição. Por esse motivo, caso uma candidata esteja grávida, independentemente de apresentar sintomas ou de estar vivenciando uma gestação considerada tranquila, ela não está apta a participar do concurso, conforme as regras previamente estabelecidas pela organização. Entre as situações identificadas pelo CNB também estão descumprimentos de orientações relacionadas a trajes típicos e demais vestimentas previamente determinadas para compromissos oficiais. Em diferentes ocasiões, peças estabelecidas pela produção foram substituídas por outras escolhidas e produzidas por iniciativa própria, sem comunicação ou autorização prévia da organização. Também foram registrados descumprimentos relacionados à obrigação de manter contato regular com a produção. O contrato estabelecia a necessidade de comunicação com a equipe, não sendo permitido permanecer por período superior a 24 horas sem contato. Em diferentes momentos, integrantes da produção tentaram localizar a candidata sem obter retorno. Situações semelhantes, inclusive, já haviam ocorrido antes da viagem internacional. Após permanecer alguns dias sem responder às tentativas de contato da produção, Lara informou à equipe que estava passando mal e que não conseguia atender ninguém, atribuindo a indisposição a um quadro de dengue. Durante o concurso internacional, também foram registradas situações relacionadas ao cumprimento das orientações de produção. Em uma ocasião específica, estava previsto o uso de biquíni, mas a candidata entrou em cena utilizando um maiô. Posteriormente, a justificativa apresentada à produção foi relacionada a dificuldade para evacuar, prisão de ventre. Naquele momento, a gravidez não foi apresentada à organização como a razão para a alteração do traje. O CNB registra esse episódio não para questionar os sintomas relatados pela candidata, mas para esclarecer que, mesmo diante de uma situação que posteriormente foi relacionada publicamente à gestação, a informação sobre a gravidez não havia sido comunicada oficialmente à organização naquele momento. O CNB reconhece que Lara participou do concurso internacional e obteve uma colocação durante a competição. Entretanto, a participação e o resultado obtido no evento internacional não afastam a necessidade de observância das obrigações assumidas perante a organização brasileira, tampouco impedem o CNB de adotar as medidas previstas contratualmente diante de eventuais descumprimentos. A organização ressalta que a obtenção de uma colocação no concurso internacional não significa, por si só, que tenham sido cumpridas todas as obrigações estabelecidas entre a candidata e o CNB. São questões distintas: uma diz respeito ao resultado obtido durante a competição internacional; a outra, ao cumprimento das condições e responsabilidades assumidas pela representante brasileira perante a organização. A decisão não foi uma punição pela gravidez. O que está sendo considerado pela organização são os compromissos contratuais assumidos anteriormente, o cumprimento das orientações estabelecidas e, principalmente, o fato de que a gestação, segundo a documentação apresentada à CNB, já existia e era conhecida antes da viagem internacional, sem que a organização tivesse sido informada. O CNB considera especialmente importante realizar este esclarecimento porque a narrativa apresentada publicamente pode levar à interpretação de que o título teria sido retirado única e exclusivamente em razão da descoberta de uma gravidez. Essa interpretação não corresponde aos fatos e aos documentos que fundamentaram a decisão da organização. O CNB reitera seu respeito à mulher, à maternidade e também à trajetória de todas as candidatas que participaram do concurso. Ao mesmo tempo, possui o dever de preservar a isonomia entre as participantes, cumprir as regras previamente estabelecidas e zelar pela segurança e pelo bem-estar das candidatas durante todas as etapas da competição. Por essa razão, a organização permanecerá pautada pela transparência, pelos documentos e pelas obrigações previstas contratualmente, colocando-se à disposição da imprensa e das partes interessadas para quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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Lara Marina Soares Tosta perdeu o título de Miss Brasil Supranational 2026 Divulgação/CNB O Concurso Nacional de Beleza (CNB) desmentiu a versão apresentada pela modelo capixaba Lara Marina Soares Tosta, Miss Brasil Supranational 2026, e afirmou que a agora ex-miss já sabia que estava grávida antes de viajar para disputar o título internacional na Polônia, em julho deste ano. A modelo teve o título nacional destituído na quarta-feira (26) pela organização, que divulgou que a decisão foi tomada após "descumprimento de obrigações contratuais consideradas incompatíveis com a manutenção do título". Na ocasião, Lara afirmou que perdeu o posto por causa da gestação. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Organização desmente versão da ex-miss Documentos obtidos pelo g1 apontam que a modelo realizou um ultrassom que confirmou a gravidez no mês de abril, indicando que ela realizou a viagem para o Miss Supranational com quase três meses de gestação. Em um vídeo publicado na quarta-feira (26), no entanto, a miss havia afirmado que a gravidez foi descoberta somente após a viagem, já no mês de agosto. "Quando eu voltei para casa, eu precisei encontrar uma coragem ainda maior do que aquela que eu encontrei naquele palco [...] Eu já percebia que o meu corpo estava diferente, mas durante o concurso eu estava completamente focada na minha missão em entregar o meu melhor. E quando eu tive coragem de fazer o teste e vi que ele tinha dado positivo, me passou um turbilhão de sentimentos: medo, insegurança, surpresa, mas principalmente amor", disse a ex-Miss Brasil Supranational, sem dar detalhes sobre a data exata em que a gestação foi descoberta. Organização foi avisada sobre gravidez após o concurso A modelo embarcou para Polônia em 13 de julho para representar o Brasil no Miss Supranational e conquistou o terceiro lugar no concurso. Segundo a organização, ela retornou para o Brasil em 3 de agosto e informou a gravidez para a CNB mais de uma semana após a participação na competição. “Lara embarcou para a Polônia em 13 de julho de 2026, para representar o Brasil no Miss Supranational. Entretanto, de acordo com documentação médica à qual a organização teve acesso, em 22 de abril de 2026 ela já havia realizado exame de ultrassonografia que apontava uma gestação de aproximadamente sete semanas. Portanto, a gestação era anterior à viagem internacional e, segundo os registros disponíveis à organização, já era de seu conhecimento antes do embarque”, informou a CNB, por nota. Segundo o Concurso Nacional de Beleza (CNB), Lara Marina enviou laudo comprovando ter realizado um ultrassom no mês de abril Divulgação/CNB Durante o concurso, ainda segundo a organização, a ex-miss chegou a afirmar que estava com dengue e com sintomas de prisão de ventre. Ela teria mudado o traje típico para a competição, que continha um biquíni, por um maiô sem informar a CNB (veja a nota na íntegra no fim da reportagem). LEIA TAMBÉM: Miss Brasil Supranational 2026 perde título após anunciar gravidez: 'Sou uma futura mãe e isso não cancela minha história' Do bullying na infância aos concursos de beleza: quem é a Miss Brasil que perdeu coroa ao anunciar gravidez “Eu provei o biquíni e não me senti confortável nele, não ‘tô’ conseguindo ir no banheiro direito e minha barriga não está muito legal [...] Eu acabei colocando o body para ter mais conforto e mais confiança no palco. Eu não sei se todo mundo está de acordo com isso, sei que não foi o real planejado”, disse Lara em um áudio enviado pela organização ao g1. Ex-miss Lara Marina trocou traje típico com biquíni por maiô e afirmou estar com 'prisão de ventre' Divulgação/CNB Perda de título foi motivada por quebras de contrato Por nota, a organização brasileira informou que a gravidez não foi o motivo da perda do título da modelo capixaba. Segundo a CNB, a decisão está relacionada ao descumprimento de obrigações previstas no contrato e por situações registradas pela produção antes, durante e após a participação da ex-miss no concurso internacional. Ainda segundo a CNB, as quebras de contrato foram relacionadas às seguintes cláusulas contratuais: Descumprimento de padrões e orientações por não utilizar a roupa de entrevista e o traje típico aprovados pela coordenação. Falta de comunicação por não responder às solicitações da organização (por telefone, e-mail ou redes sociais) no prazo máximo de 24 horas. Estar grávida durante sua participação e reinado. Não comunicar a organização sobre seu impedimento para cumprir suas obrigações ou seguir para a etapa internacional com até 90 dias de antecedência para renunciar ao título. Expor os bastidores do concurso ou prestar declarações e entrevistas sem autorização ou que afetem a imagem da organização. Procurado pela reportagem, Charles Souza, coordenador estadual do Miss Espírito Santo, afirmou que o foco da organização capixaba é zelar pela saúde física e emocional da modelo. “Assim que Lara retornou da Polônia, orientamos que realizasse exames com nossa rede de apoio no Espírito Santo. Os exames foram realizados em agosto e logo tomamos conhecimento da gestação. Neste momento, nosso foco é zelar pela saúde física e emocional de Lara Marina, que, independentemente de qualquer decisão administrativa, ela sempre será uma vencedora para nós. Seguimos acompanhando e torcendo por sua recuperação, pelo seu bem-estar e pela saúde do bebê. Reforçamos nosso compromisso com o respeito, a verdade, o acolhimento e suporte a todas as mulheres do nosso concurso”, disse o coordenador. Miss Brasil Supranational 2026 perde título após anunciar gravidez Relembre o caso A modelo Lara Marina Soares Tosta, Miss Brasil Supranational 2026, anunciou nas redes sociais, na quarta-feira (26), que perdeu o posto por estar grávida. Lara Marina tem 19 anos, é de Afonso Cláudio, na Região Serrana do Espírito Santo, e conquistou o título nacional na competição realizada em Pernambuco, em fevereiro. Antes do pronunciamento dela, o organizador da competição, Concurso Nacional de Beleza (CNB), publicou nas redes sociais a perda do título sem explicar os motivos da decisão. Horas depois, a ex-Miss publicou um vídeo e revelou que está grávida. O CNB informou que aconteceu um "descumprimento de obrigações contratuais consideradas incompatíveis com a manutenção do título". Já Lara contou que a gestação foi descoberta após seu retorno do concurso Miss Supranational 2026, realizado na Polônia, no qual conquistou o terceiro lugar. Ao g1, na quinta-feira (27), Lara disse que não tem nada além para falar. "No vídeo está todo meu depoimento de coração para coração". Confira a nota da organização na íntegra: O CONCURSO NACIONAL DE BELEZA LTDA. – ME (CNB), por meio de sua assessoria de imprensa, vem a público prestar esclarecimentos a respeito das informações que vêm sendo divulgadas sobre a Miss Lara Marina Soares Tosta e sua participação no Miss Supranational, uma vez que as declarações apresentadas publicamente não correspondem aos fatos e aos registros disponíveis para a organização. Antes de tudo, o CNB esclarece de forma categórica que a gravidez não foi, em nenhum momento, o motivo da perda do título. A decisão está relacionada ao descumprimento de obrigações previstas contratualmente e a situações registradas pela produção antes, durante e após sua participação no concurso internacional. Lara embarcou para a Polônia em 13 de julho de 2026, para representar o Brasil no Miss Supranational. Entretanto, de acordo com documentação médica à qual a organização teve acesso, em 22 de abril de 2026 ela já havia realizado exame de ultrassonografia que apontava uma gestação de aproximadamente sete semanas. Portanto, a gestação era anterior à viagem internacional e, segundo os registros disponíveis à organização, já era de seu conhecimento antes do embarque. Ainda assim, o CNB não foi comunicada sobre a gestação naquele momento. Lara retornou ao Brasil em 3 de agosto e somente em 12 de agosto, após sua participação e colocação no concurso internacional, comunicou oficialmente sua gravidez à organização enviando um laudo médico onde no mesmo constava que Lara já havia feito um ultrassom no dia 22/04/2026 que já confirmava uma gravidez. A partir dessa comunicação, o CNB precisou analisar a situação à luz das obrigações assumidas contratualmente. É importante esclarecer que existem regras previamente estabelecidas para todas as candidatas, justamente com o objetivo de garantir igualdade de condições, organização, previsibilidade e respeito às demais participantes. Entre as regras estabelecidas pela organização está a não participação de candidatas que estejam grávidas no período de preparação, representação e participação no concurso. Trata-se de uma condição previamente estabelecida e aplicável indistintamente a todas as participantes. Essa regra não representa qualquer julgamento sobre a maternidade ou sobre a decisão individual de uma mulher em relação à sua gestação. Ela existe porque cada gravidez acontece de uma maneira diferente. Há mulheres que atravessam uma gestação sem grandes intercorrências, enquanto outras podem apresentar náuseas, inchaço, queda de pressão, indisposição, alterações intestinais, cansaço ou outras manifestações físicas e emocionais. O CNB respeita integralmente essas particularidades e entende que a saúde e o bem-estar da mãe e do bebê devem ser sempre prioridades. Uma competição internacional envolve viagens, deslocamentos, ensaios, compromissos oficiais, pressão, ansiedade, exposição física e uma intensa rotina de atividades. A regra de não participação de gestantes busca evitar que a candidata seja submetida a uma rotina que possa representar riscos ou desconfortos para ela ou para o bebê, além de preservar a isonomia e o planejamento da competição. Por esse motivo, caso uma candidata esteja grávida, independentemente de apresentar sintomas ou de estar vivenciando uma gestação considerada tranquila, ela não está apta a participar do concurso, conforme as regras previamente estabelecidas pela organização. Entre as situações identificadas pelo CNB também estão descumprimentos de orientações relacionadas a trajes típicos e demais vestimentas previamente determinadas para compromissos oficiais. Em diferentes ocasiões, peças estabelecidas pela produção foram substituídas por outras escolhidas e produzidas por iniciativa própria, sem comunicação ou autorização prévia da organização. Também foram registrados descumprimentos relacionados à obrigação de manter contato regular com a produção. O contrato estabelecia a necessidade de comunicação com a equipe, não sendo permitido permanecer por período superior a 24 horas sem contato. Em diferentes momentos, integrantes da produção tentaram localizar a candidata sem obter retorno. Situações semelhantes, inclusive, já haviam ocorrido antes da viagem internacional. Após permanecer alguns dias sem responder às tentativas de contato da produção, Lara informou à equipe que estava passando mal e que não conseguia atender ninguém, atribuindo a indisposição a um quadro de dengue. Durante o concurso internacional, também foram registradas situações relacionadas ao cumprimento das orientações de produção. Em uma ocasião específica, estava previsto o uso de biquíni, mas a candidata entrou em cena utilizando um maiô. Posteriormente, a justificativa apresentada à produção foi relacionada a dificuldade para evacuar, prisão de ventre. Naquele momento, a gravidez não foi apresentada à organização como a razão para a alteração do traje. O CNB registra esse episódio não para questionar os sintomas relatados pela candidata, mas para esclarecer que, mesmo diante de uma situação que posteriormente foi relacionada publicamente à gestação, a informação sobre a gravidez não havia sido comunicada oficialmente à organização naquele momento. O CNB reconhece que Lara participou do concurso internacional e obteve uma colocação durante a competição. Entretanto, a participação e o resultado obtido no evento internacional não afastam a necessidade de observância das obrigações assumidas perante a organização brasileira, tampouco impedem o CNB de adotar as medidas previstas contratualmente diante de eventuais descumprimentos. A organização ressalta que a obtenção de uma colocação no concurso internacional não significa, por si só, que tenham sido cumpridas todas as obrigações estabelecidas entre a candidata e o CNB. São questões distintas: uma diz respeito ao resultado obtido durante a competição internacional; a outra, ao cumprimento das condições e responsabilidades assumidas pela representante brasileira perante a organização. A decisão não foi uma punição pela gravidez. O que está sendo considerado pela organização são os compromissos contratuais assumidos anteriormente, o cumprimento das orientações estabelecidas e, principalmente, o fato de que a gestação, segundo a documentação apresentada à CNB, já existia e era conhecida antes da viagem internacional, sem que a organização tivesse sido informada. O CNB considera especialmente importante realizar este esclarecimento porque a narrativa apresentada publicamente pode levar à interpretação de que o título teria sido retirado única e exclusivamente em razão da descoberta de uma gravidez. Essa interpretação não corresponde aos fatos e aos documentos que fundamentaram a decisão da organização. O CNB reitera seu respeito à mulher, à maternidade e também à trajetória de todas as candidatas que participaram do concurso. Ao mesmo tempo, possui o dever de preservar a isonomia entre as participantes, cumprir as regras previamente estabelecidas e zelar pela segurança e pelo bem-estar das candidatas durante todas as etapas da competição. Por essa razão, a organização permanecerá pautada pela transparência, pelos documentos e pelas obrigações previstas contratualmente, colocando-se à disposição da imprensa e das partes interessadas para quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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