Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 30 de Julho 2026
Notícias/Geral

Julgamento de ex-PMs por assassinato de advogado é adiado em Fortaleza

Advogado Francisco Di Angellis Duarte Morais é assassinado na porta de casa em Fortaleza. Reprodução O julgamento dos ex-policiais militares Glauco Sérgio Soares do Bonfim e José Luciano Souza de Queiroz foi adiado para 4 de novembro. A decisão da Justiça cearense ocorreu nesta quinta-feira (30), quando eles deveriam ser julgados. O adiamento aconteceu após o Ministério Público sustentar ser imprescindível a presença de uma testemunha durante a sessão. Ambos são réus pelo assassinato do advogado Francisco Di Angellis Duarte de Morais, ocorrido em 6 de maio de 2023, em Fortaleza. Um empresário chegou a ser denunciado como mandante do crime, mas a Justiça decidiu não levá-lo a julgamento. ➡️ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp A dupla de ex-PMs foi pronunciada (isto é, encaminhada para o júri popular) por decisão da Justiça Estadual, em maio de 2025. A defesa dos dois réus recorreu da decisão, mas desistiu do recurso. Os acusados devem ser julgados pelo júri popular pelos crimes de homicídio qualificado e associação criminosa. Glauco Bonfim possui antecedentes criminais por posse irregular de arma de fogo; enquanto José Luciano já responde por homicídio, porte ilegal de arma de fogo e lesão corporal. O empresário da área da saúde Ernesto Wladimir de Oliveira Barroso, denunciado pelo Ministério Público do Ceará por "encomendar" a morte do advogado, não vai a júri popular pois a Justiça considerou que não havia provas suficientes contra ele. Advogado executado: extorsão milionária e carro rastreado Como aconteceu o crime O crime ocorreu na noite de 6 de maio de 2023, quando o advogado chegava em sua casa, no Bairro Parquelândia. Ele foi baleado por dois homens em uma motocicleta, que seriam José Luciano e Glauco Bonfim, segundo o Ministério Público do Ceará (MPCE). A investigação apontou que, dias antes, a dupla chegou a instalar um rastreador no carro da vítima e monitorou seus movimentos. Di Angellis trabalhava para um portal de notícias sediado em Fortaleza. De acordo com depoimento de Ernesto, o portal publicou uma série de matérias que "questionavam a honestidade" de como ele obteve patrimônio. Mesmo assim, o empresário não foi levado a julgamento. Segundo a denúncia do MP, o empresário teve uma reunião com o advogado e dois mediadores, na qual Di Angellis teria apresentado, inicialmente, o pedido de R$ 1,5 milhão para retirar o material do ar. Ernesto, por sua vez, teria aceitado pagar R$ 800 mil à vítima. Depoimentos de várias testemunhas colhidos durante o processo, inclusive da esposa de Ernesto, reforçaram que o empresário teria fechado um acordo com Di Angellis. Na denúncia, o Ministério Público do Ceará afirmou que o ex-PM Glauco Sérgio foi o responsável por organizar a execução de Di Angellis a pedido de Ernesto, e para isso se associou ao também ex-policial militar José Luciano. Na decisão de impronúncia a favor de Ernesto, a 1ª Vara da Comarca do Júri afirmou que "a instrução processual não logrou demonstrar a presença de elementos indiciários robustos aptos a autorizar o encaminhamento do acusado Ernesto Wladimir Oliveira Barroso a julgamento pelo Tribunal do Júri". Rastreador no escapamento do carro De acordo com a denúncia do MP, o empresário conseguiu os dados do veículo do advogado para José Luciano e Glauco Bonfim monitorarem e prepararem uma emboscada contra a vítima. No dia 28 de abril de 2023, Ernesto e Di Angellis se encontraram em uma padaria no município do Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza, ocasião em que o empresário teria efetuado a entrega da quantia de R$ 800 mil para o advogado. O ex-PMs teriam aproveitado o momento para instalar o rastreador no escapamento do carro da vítima. Para o MP, o encontro foi promovido justamente para facilitar a instalação do equipamento, "ferramenta fundamental na execução do crime". Em outro depoimento, uma testemunha que trabalhava em uma padaria afirmou que chegou a ver Ernesto e Glauco Sérgio se reunindo no local. Segundo a testemunha, Ernesto era cliente regular do estabelecimento,. A Justiça, contudo, considerou que a investigação não conseguiu demonstrar nenhuma "conexão entre Ernesto Wladimir e os demais acusados [José Luciano e Glauco], seja por telefone, seja por mensagem ou qualquer outro meio de contato, não podendo a pronúncia [do júri] ser ancorada em presunções". Na decisão de pronúncia dos réus, a Justiça afirmou, por exemplo, que o encontro no Eusébio entre Ernesto e o advogado no qual os ex-policiais teriam colocado o rastreador no carro, não caracterizava "um elemento concreto que evidencie os indícios de autoria delitiva em relação a Ernesto", uma vez que já tinham ocorrido outras tentativas de Glauco e José Luciano de tentar instalar o rastreador. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Julgamento de ex-PMs por assassinato de advogado é adiado em Fortaleza
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

/Dê sua opinião

Qual o seu nível de satisfação em relação ao serviço público prestado?

Para participar desta enquete, realize o login em sua conta!

Login Cadastre-se

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Bahia 10 no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar
WhatsApp Bahia 10
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível.
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR