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Quarta-feira, 02 de Setembro 2026
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Economia brasileira desacelera e cresce 0,5% de abril a junho

A economia brasileira cresceu 0,5% no primeiro trimestre A economia brasileira desacelerou de abril a junho: cresceu 0,5%. A agropecuária e a indústria do petróleo puxaram o resultado positivo. O líquido que movimenta os carros e outro que movimenta as pessoas carregaram a economia no segundo trimestre. O petróleo e o café foram os destaques do Produto Interno Bruto divulgado nesta terça-feira (1º). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O petróleo é o principal produto da indústria extrativa, setor que cresceu mais de 3% e que fez a indústria como um todo ter um desempenho ligeiramente positivo. O agro, que normalmente movimenta os primeiros meses do ano, dessa vez manteve a força no primeiro semestre inteiro. De abril a junho, cresceu quase 3%, graças ao desempenho da soja e, principalmente, do café. “Preço está bom para o momento, a gente já veio vários anos com déficit de produção e, neste ano, a gente conseguiu produção com preços bons”, diz o produtor rural Désio Rodrigo Silva. E assim, no segundo trimestre, a economia brasileira cresceu 0,5%. Crescimento, sim. Mas é menos do que tinha crescido no primeiro trimestre. “Parece até um número positivo, mas foi muito em função da agropecuária. Quando a gente exclui a agropecuária, fica muito próximo da estagnação. Ou seja, um resultado que mostra que o PIB já está perdendo tração”, afirma Silvia Matos, economista FGV Ibre. Economia brasileira desacelera e cresce 0,5% de abril a junho Jornal Nacional/ Reprodução Do campo para uma cidade dentro da cidade. O Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, tem mais de 120 mil habitantes. As lojas e serviços de lá são um termômetro fiel da economia. “Passo mais de um mês sem ir ao shopping porque temos tudo aqui”, conta o comerciante Fredson Silva. O Produto Interno Bruto é feito de vida real. As estatísticas são uma forma de medir o dia a dia das pessoas. Os setores da economia não são uma realidade distante. Nas ruas, a gente percebe que todo brasileiro faz parte do PIB. A loja do Vinícius Brandão vende cadernos, mas ele mesmo não usa mais. Agora, ele se concentra em ajudar os clientes a trocar caneta e papel por um sistema mais avançado. “Ela precisa do computador, eu forneço da impressora, teclado, mouse, a tela. Eu vou, monto, instalo, ensino e dou acompanhamento”, conta Vinícius Brandão. Vinícius faz parte da atividade que mais cresceu dentro do setor de serviços: informação e comunicação. “Tem pessoas querendo se automatizar, ter um controle financeiro maior, de estoque também”, diz Vinícius Brandão. Os serviços, como um todo, avançaram um pouquinho. E, apesar da Copa do Mundo, o comércio ficou no zero a zero, literalmente. Nem crescimento, nem perda. Um empate que revela a falta de fôlego de um número importantíssimo do PIB: o consumo das famílias caiu 0,4%. As ruas da Maré já desconfiavam que o número não seria bom. “O movimento, de um tempo para cá, está bem devagar, entendeu? Deu uma queda”, conta uma comerciante. A economista Silvia Mattos explica que as ruas estão sentindo os efeitos do desequilíbrio das contas públicas: “Quando o governo começa a gastar demais e esse gasto gera mais dívida para o próprio governo, digamos assim, você gera mais efeito negativo na economia. Ou seja, no fim do dia, a gente colhe menos crescimento do que mais crescimento”. O consumo do governo cresceu 0,4%. As importações do Brasil também aumentaram, enquanto as exportações caíram. Os investimentos em máquinas e estrutura de produção aumentaram 1,2%. Mas os economistas alertam que isso ainda é pouco para garantir um crescimento sustentado. “Nos últimos anos, a gente tem visto que consegue crescer, mas gerando muitos efeitos negativos, ou seja, inflação mais alta, juros reais mais altos, crédito mais caro, famílias mais endividadas. E governo também mais endividado. Nesse sentido, a gente precisa refletir, porque esse crescimento não é sustentável”, diz a economista Silvia Mattos. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM PIB perde força no 2º tri: os 3 desafios para o próximo presidente na economia PIB tem 'desaceleração importante' e consumo das famílias liga novo alerta, dizem economistas Veja a posição do Brasil em ranking mundial de crescimento do PIB

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A economia brasileira cresceu 0,5% no primeiro trimestre A economia brasileira desacelerou de abril a junho: cresceu 0,5%. A agropecuária e a indústria do petróleo puxaram o resultado positivo. O líquido que movimenta os carros e outro que movimenta as pessoas carregaram a economia no segundo trimestre. O petróleo e o café foram os destaques do Produto Interno Bruto divulgado nesta terça-feira (1º). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O petróleo é o principal produto da indústria extrativa, setor que cresceu mais de 3% e que fez a indústria como um todo ter um desempenho ligeiramente positivo. O agro, que normalmente movimenta os primeiros meses do ano, dessa vez manteve a força no primeiro semestre inteiro. De abril a junho, cresceu quase 3%, graças ao desempenho da soja e, principalmente, do café. “Preço está bom para o momento, a gente já veio vários anos com déficit de produção e, neste ano, a gente conseguiu produção com preços bons”, diz o produtor rural Désio Rodrigo Silva. E assim, no segundo trimestre, a economia brasileira cresceu 0,5%. Crescimento, sim. Mas é menos do que tinha crescido no primeiro trimestre. “Parece até um número positivo, mas foi muito em função da agropecuária. Quando a gente exclui a agropecuária, fica muito próximo da estagnação. Ou seja, um resultado que mostra que o PIB já está perdendo tração”, afirma Silvia Matos, economista FGV Ibre. Economia brasileira desacelera e cresce 0,5% de abril a junho Jornal Nacional/ Reprodução Do campo para uma cidade dentro da cidade. O Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, tem mais de 120 mil habitantes. As lojas e serviços de lá são um termômetro fiel da economia. “Passo mais de um mês sem ir ao shopping porque temos tudo aqui”, conta o comerciante Fredson Silva. O Produto Interno Bruto é feito de vida real. As estatísticas são uma forma de medir o dia a dia das pessoas. Os setores da economia não são uma realidade distante. Nas ruas, a gente percebe que todo brasileiro faz parte do PIB. A loja do Vinícius Brandão vende cadernos, mas ele mesmo não usa mais. Agora, ele se concentra em ajudar os clientes a trocar caneta e papel por um sistema mais avançado. “Ela precisa do computador, eu forneço da impressora, teclado, mouse, a tela. Eu vou, monto, instalo, ensino e dou acompanhamento”, conta Vinícius Brandão. Vinícius faz parte da atividade que mais cresceu dentro do setor de serviços: informação e comunicação. “Tem pessoas querendo se automatizar, ter um controle financeiro maior, de estoque também”, diz Vinícius Brandão. Os serviços, como um todo, avançaram um pouquinho. E, apesar da Copa do Mundo, o comércio ficou no zero a zero, literalmente. Nem crescimento, nem perda. Um empate que revela a falta de fôlego de um número importantíssimo do PIB: o consumo das famílias caiu 0,4%. As ruas da Maré já desconfiavam que o número não seria bom. “O movimento, de um tempo para cá, está bem devagar, entendeu? Deu uma queda”, conta uma comerciante. A economista Silvia Mattos explica que as ruas estão sentindo os efeitos do desequilíbrio das contas públicas: “Quando o governo começa a gastar demais e esse gasto gera mais dívida para o próprio governo, digamos assim, você gera mais efeito negativo na economia. Ou seja, no fim do dia, a gente colhe menos crescimento do que mais crescimento”. O consumo do governo cresceu 0,4%. As importações do Brasil também aumentaram, enquanto as exportações caíram. Os investimentos em máquinas e estrutura de produção aumentaram 1,2%. Mas os economistas alertam que isso ainda é pouco para garantir um crescimento sustentado. “Nos últimos anos, a gente tem visto que consegue crescer, mas gerando muitos efeitos negativos, ou seja, inflação mais alta, juros reais mais altos, crédito mais caro, famílias mais endividadas. E governo também mais endividado. Nesse sentido, a gente precisa refletir, porque esse crescimento não é sustentável”, diz a economista Silvia Mattos. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM PIB perde força no 2º tri: os 3 desafios para o próximo presidente na economia PIB tem 'desaceleração importante' e consumo das famílias liga novo alerta, dizem economistas Veja a posição do Brasil em ranking mundial de crescimento do PIB

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