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Quarta-feira, 15 de Julho 2026
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Com a disparada do petróleo, governo aprova aumento da mistura de etanol na gasolina

Com a disparada do petróleo, governo aprova aumento da mistura de etanol na gasolina Com a disparada do preço do petróleo, o governo brasileiro decidiu aumentar a mistura de etanol na gasolina. Olhando o número isolado, parece pouco: dois pontos percentuais. Doiszinho. A mistura de etanol na gasolina sobe de 30 para 32%. Mas os impactos vêm em cadeia, com números gigantescos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Primeiro, o efeito mais imediato e direto pretendido pelo governo. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Brasil pode deixar de importar 900 milhões de litros de gasolina por ano. Em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã, a medida, em princípio válida por seis meses, ajudaria a conter a variação no preço dos combustíveis por aqui. “A gente segue, de modo geral, os preços internacionais. Então, essa oscilação pode ser compensada um pouco, aqui no Brasil a gente tem essa alternativa do uso do etanol. Isso daí reduz a nossa necessidade de importação e consegue balizar um pouco os preços ao consumidor final”, diz Leandro Gilio, professor do Insper Agro Global. Outro número gigante vem do setor do próprio etanol. A indústria da cana quer - e diz que está pronta - para vender mais. Projeta um aumento de produção nessa safra de 4 bilhões de litros. Com a disparada do petróleo, governo aprova aumento da mistura de etanol na gasolina Jornal Nacional/ Reprodução O número ainda incerto, de acordo com especialistas, é o do impacto nos veículos brasileiros. Para carros mais novos, flex, não tem quase questão nenhuma. Eles já podem rodar 100% com etanol. E, apesar de a maior parte dos carros novos emplacados hoje estar nesse grupo, só 43% da frota total de veículos circulando no Brasil é flex. A questão, então, são os carros mais antigos, ou híbridos novos que só usem gasolina, ou importados com motores exclusivamente a gasolina. E, em maior número, as motos. “A gente não tem estudos de durabilidade, principalmente de peças de vedação, peças de borracha, alguns tipos de revestimento metálico”, diz Marcelo Augusto Leal Alves, professor de Engenharia Automotiva da USP. A Anfavea, associação que representa as montadoras, criticou a medida até que estudos técnicos específicos comprovem a segurança e a compatibilidade do combustível com a frota em circulação. O Ministério de Minas e Energia disse que foram feitos testes em março de 2025, que avaliaram desempenho, consumo e compatibilidade de materiais; e que não houve impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive naqueles que não são flex. A responsável pelo Laboratório de Combustíveis da UFMG afirma que, para o meio ambiente, quanto mais etanol, melhor. “Os biocombustíveis têm ganhos ambientais porque todo o carbono, CO2, que faz esse aquecimento global, que é queimado no biocombustível, ele é reabsorvido na hora que a planta está crescendo na fotossíntese. A gente minimiza essas mudanças climáticas, essas temperaturas muito altas, muitos extremos que a gente enxerga aí", afirma Vanya Marcia Duarte, coordenadora do Laboratório de Produtos de Biomassa da UFMG. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Governo aumenta etanol na gasolina para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos Conselho aprova aumento de etanol na gasolina de 30% para 32% em meio à escalada da guerra no Oriente Médio

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