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Sexta-feira, 07 de Agosto 2026
Notícias/Saúde

Cirurgias plásticas de mama no SUS crescem mais de 50% em dez anos

São Paulo lidera número de operações, com mais de 30 mil procedimentos, de acordo com números da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Cirurgias plásticas de mama no SUS crescem mais de 50% em dez anos
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O volume de cirurgias plásticas mamárias feitas no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 54,3% entre 2016 e 2025, passando de 9 mil para 14.213.

Em 2020, ápice da crise sanitária causada pela covid-19, foram contabilizadas apenas 4.547 operações de mama, a metade do que vinha sendo praticado rotineiramente.

Os números fazem parte de um levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ), durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica. O cálculo inclui procedimentos indicados para reconstrução da mama e o tratamento de diferentes alterações na estrutura da mama.

O levantamento mostra que, em dez anos, o SUS aprovou 90.648 cirurgias plásticas mamárias. Os estados com maior registro desse tipo de intervenção foram:

  • São Paulo - 30.265 operações;
  • Minas Gerais - 9.836;
  • Rio de Janeiro - 9.115;
  • Rio Grande do Sul - 6 mil;
  • Bahia - 5.731.
  • Do total de registros analisados, 74.619 correspondem à plástica mamária feminina não estética, responsável por 82,3% das internações.

    O grupo inclui cirurgias com indicação médica para corrigir deformidades congênitas, assimetrias importantes, hipertrofia mamária associada a dores e limitações físicas e sequelas provocadas por doenças ou tratamentos.

    Os dados mostram ainda 12.600 internações para reconstrução mamária pós-mastectomia, com implante de prótese, além de 3.429 internações relacionadas à reconstrução mamária pós-mastectomia total.

    Concentração no Sudeste

    Estados do Sudeste responderam por 50.848 internações, o equivalente a 56,1% de todos os procedimentos mamários não estéticos e reconstrutivos feitos pelo SUS entre 2016 e 2025.

    Sozinho, o estado de São Paulo concentrou um terço dos registros nacionais. Minas Gerais e Rio de Janeiro aparecem na sequência. Entre as demais regiões, o Sul somou 9.098 internações; o Nordeste, 15.985; o Centro-Oeste, 5.695; e o Norte, 3.022.

    FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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