Um homem de 29 anos foi preso pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (5), acusado de ter assassinado o próprio tio, Carlos Alberto Marques dos Santos, de 65 anos, em Cruz das Almas, no Recôncavo baiano. 

O crime ocorreu na noite do dia 30 de julho e, segundo as autoridades, foi motivado por uma disputa familiar por herança. De acordo com as investigações, o acusado utilizou um veículo Ford Focus prata para atropelar intencionalmente a vítima, passando com o carro sobre o corpo mais de uma vez, o que foi registrado por câmeras de segurança e confirmado por testemunhas. A perícia no local e o laudo da necropsia afastaram a possibilidade de acidente, confirmando se tratar de um homicídio. “A principio chegou na delegacia que se tratava de um acidente de trânsito com vítima fatal, iniciamos nosso trabalho neste sentido. 

A medida em que a investigação foi avançando os investigadores começaram a desconfiar que poderia não se tratar de um acidente de trânsito, mas sim de um homicídio”, explicou o delegado Adilson de Freitas em entrevista ao repórter Antônio Carlos. A motivação teria sido agravada após um desentendimento entre os dois. Segundo a polícia, a vítima teria arranhado o carro do acusado com uma motocicleta dentro da oficina onde ambos trabalhavam juntos, o que gerou tensão e culminou no crime, classificado como premeditado e cometido com crueldade.

 “A motivação foi inicialmente por uma questão financeira, uma vez que ambos trabalhavam em uma oficina que era de herança, e já estava em disputa, mas o verdadeiro estopim que causou efetivamente o crime, que foi premeditado pelo autor, foi o fato de que a vítima teria chegado pela manhã e cometeu um pequeno arranhão no carro do autor", detalhou o delegado.

 A prisão preventiva do suspeito foi decretada um dia após o homicídio. Ele foi localizado em Salvador, na região da Praia do Flamengo, mas se apresentou voluntariamente com seus advogados na Delegacia de Cruz das Almas, onde teve o mandado de prisão cumprido. O caso segue sob investigação, e o acusado permanece à disposição da Justiça.