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Castro Alves recebeu a visita do prefeito de Dom Macedo Costa para conhecer a experiência da Sala do Empreendedor

O Prefeito do município de Dom Macedo Costa, no Recôncavo baiano, Egnaldo Piton (Guito), Acompanhado da Secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural, Mara Borges, esteve em reunião na manhã desta sexta-feira (14), com o Presidente do Consórcio de Infraestrutura do Território do Recôncavo, Thiancle Araújo, Prefeito Municipal de Castro Alves, para conhecer de perto a importância da implantação da Sala do Empreendedor no município.

A Sala do Empreendedor é um espaço único da prefeitura municipal de atendimento ao empreendedor e com parceiros estratégicos. Disponibiliza acesso facilitado à informação, orientação, qualificação, regularização de suas atividades, dentre outros serviços. Tem como objetivo a desburocratização e simplificação de todo processo de constituição, alteração, baixa e licenciamento de empresas. Ela precisa ser o espaço de referência do empreendedor, um lugar de relacionamento entre a prefeitura municipal junto à sociedade, além de criar um ambiente mais favorável ao empreendedorismo e desenvolvimento dos pequenos negócios no município.

Na oportunidade esteve presente na reunião a agente de desenvolvimento Tássia Ribeiro, que apresentou as ações da Sala, e o chefe de gabinete Mário Bastos.

Com às informações & fotos: Leandro Alves/Bahia10.com.br

Carro é encontrado incendiado na zona rural de Dom Macedo Costa

Foto: Voz da Bahia

Um veículo incendiado foi encontrado na manhã deste sábado (30) na zona rural de Dom Macedo Costa. Nas imagens compartilhadas em rede social, o carro aparenta ter sido abandonado em uma estrada de terra e foi totalmente destruído pelo fogo. Suspeita-se que o veículo pode ter sido utilizado no roubo a Agência do Bradesco no centro da cidade de Muniz Ferreira que aconteceu na madrugada deste sábado. Fonte: Forte na Notícia

Moradores de Dom Macedo Costa temem extinção de município após PEC

A cidade de Dom Macedo Costa, no Recôncavo baiano, lembra uma pintura bucólica. Quase estático no tempo, o local pacato soa como um velho oeste verde, mas sem as armas, já que ali não ocorrem homicídios há 21 anos. Apesar do sentimento de estar imune a problemas de grandes cidades, a notícia de que talvez o município suma do mapa mexeu com sentimentos sagrados e profanos dos devotos macedenses.

Na terça-feira à tarde, o governo Bolsonaro anunciou que há uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com os municípios pequenos e que arrecadam pouco. Dom Macedo está na lista justamente por não ser grande, arrecadar pouco e depender de recursos governamentais para garantir condições mínimas de cidadania às pessoas.

 

A Bahia tem dez municípios com menos de 5 mil habitantes, que poderão ser extintos pelas novas regras, caso o Congresso Nacional aprove a PEC. O projeto do Ministério da Economia propõe que cidades nessa faixa populacional e com arrecadação própria menor do que 10% da receita total sejam os atingidos pela medida e sejam incorporados às cidades vizinhas a partir de 2026.

 

A lista, segundo Waldery Rodrigues, secretário especial de Fazenda, inclui 1.253 municípios brasileiros, de acordo com dados mais recentes da estimativa de população de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa 22,5% do total de cidades do país.

“Dom Macedo já enfrenta dificuldades sem essa mudança; a situação já é difícil. Se nos tornarmos parte de outra cidade, será pior”, acredita Mayane Cruz, 20 anos, estudante do ensino médio técnico.

 

A jovem desloca-se cerca de 20 quilômetros para ir à escola em Santo Antônio de Jesus, município que agregará a cidade menor, caso ela seja realmente extinta.

Surreal
A dona de casa Sonildes Cardoso Reis, 50, escutava atentamente a conversa com a jovem quando, indagada, narrou um episódio marcante vivido por ela. “Aos 13 anos, eu me lembro de ver a felicidade das pessoas diante da emancipação. Houve um desfile, foi uma vitória para o povo e agora vivemos este abalo”, lamenta.

 
Igreja de São Roque, padroeiro da cidade (Foto: Edvan Lessa/ CORREIO)

Ao reviver as lembranças do local, Sonildes recria a narrativa próxima a que sustenta o filme “Narradores de Javé”. Na obra, moradores do vilarejo homônimo decidem escrever sua história e transformar o local em patrimônio. Em Dom Macedo Costa, esta memória existe e é bem comum a crença subjetiva de que, nascidos ali, pertencem àquele lugar e, por isso, não devem ser empurrados para outro.

 

“Falar de Dom Macedo é encher de emoção. Quando soube, parecia surreal, a proposta é infeliz. Como nascer num chão e acordar sabendo que não é mais aquele ambiente?”, expõe a atual secretária de Educação, Élida Piton.

“Que tenhamos sentimentos de pertencimento por nosso chão. Nossa identidade não pode ser ceifada. Orgulho de ser macedense”, publicou ela, em sua página pessoal, num cartão-postal que leva o nome da cidade.

Na noite de anteontem, a sessão da Câmara de Vereadores se ocupou, ao longo de duas horas, em debater o assunto. Segundo o então presidente, Geraldo Jorge Souza Sales, conhecido como Bahia, a Casa está organizando uma moção de repúdio e fortalecerá um abaixo-assinado iniciado por um morador local, mas que até o fechamento desta reportagem não havia repercutido.

O prefeito Egnaldo Piton Moura, conhecido como Guito da Saúde, informou que a cidade desenvolve ações específicas para impulsionar a economia local, destacando a compra de um terreno para criação de um pequeno centro industrial e projetos de fortalecimento da agricultura agroecológica. “Alguns distritos são, às vezes, abandonados, não se tem um cuidado e um zelo. Quando a cidade pertencia a São Felipe, não havia um planejamento agrícola ou urbano”, conta ele.

História
Guardião da memória local, Juracy da Nóbrega, 57, tem na ponta da língua a história de origem da cidade de Dom Macedo Costa, antes chamada de São Roque do Bate Quente, em alusão ao padroeiro local e ao fato de que ali ocorriam muitas brigas durante os festejos. A emancipação ocorreu em 1962, mas o nome foi alterado ao menos 30 anos antes.

Pessoas como Juracy especulam que o município tem ou já teve mais pessoas do que demonstram as pesquisas. No entanto, não há documentos que atestem a informação. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é altamente improvável que um Censo Demográfico subnotifique a população.

O morador Juracy da Nóbrega sabe os detalhes da história da cidade (Foto: Edvan Lessa)

Conforme a Secretaria de Administração, Planejamento e Finanças, a cidade tem 247 servidores, efetivos e comissionados, e o cargo público é a principal ocupação local. Há ao menos uma fábrica e pequenos comércios em torno da praça central, Cônego José Lourenço. No geral, as pessoas se mudam ou se deslocam diariamente para outros municípios em busca de oportunidades.

Conforme o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM), Dom Macedo Costa depende dos recursos do governo federal repassados através do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), oriundo das aposentadorias dos trabalhadores rurais e do Bolsa Família. Em 2018, a receita total do município foi de R$ 14.782.250,07, além de R$ 543.785,87 de receita própria (3,68% do total).

O FPM é uma transferência constitucional da União para os estados e o Distrito Federal, composto de 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

“Sou bastante favorável ao FPM porque ele reduz as diferenças econômicas e sociais através da redistribuição federativa. Por outro lado, sou contra a união de municípios diante da história e identidade cultural”, afirma a administradora pública e mestre em políticas públicas, Ludmila Pioli.

Sagrado e mundano
“Eu estou vendo tudo com muita racionalidade, mas é óbvio que mexe com o nosso sentimento e nossa identidade. Na minha percepção, muitas pessoas estão utilizando simplesmente o sentimento político partidário, e não o sentimento de pertencimento”, acredita a professora Noelice Sousa, 49. Ainda segundo ela, apesar de arrecadar pouco, as pessoas desfrutam de uma qualidade de vida única em Dom Macedo.

“Aqui não dão chances para os filhos da terra. Quero que vire município comandado por outro. É preciso que acabe com a ‘comidinha’”, revolta-se um morador, cuja identidade foi preservada. Segundo ele, há alguns dias chegou a especular a saída do então prefeito por descontentamento com a gestão.

Contrária à posição, a professora Maria de Lourdes, 47, diz que já começou a rezar para que a PEC não se torne lei. “É preciso muita oração para que esse projeto não vá à frente porque o povo de Dom Macedo Costa é filho daqui, merece viver aqui e ama a sua terra natal. Estamos muito tristes”, expõe. A tranquilidade de poder dormir com a porta aberta, ela diz, pode mudar diante da integração com um dos municípios vizinhos onde a vida é mais agitada.

Dono de uma lanchonete no Centro, Miguel Pereira, 37, é categórico que deixaria a cidade, caso houvesse a aprovação da PEC. Na visão do empreendedor, a sensação de segurança e a facilidade de acessar os serviços de saúde estão entre os atributos de viver em Dom Macedo.

Na opinião de Wakcson Silva, 19, a cidade deve investir em ações de desenvolvimento que criem entre os mais novos o desejo de se fixar na cidade. “Por mim, a cidade continuaria sendo cidade, mas deveria ter melhores oportunidades, por exemplo, empresas para contratar os jovens”, acredita.

Wakcson Silva vende frutas e verduras na feira local (Foto: Edvan Lessa/ CORREIO)

Apesar da PEC exigir quórum quase máximo e dois turnos em cada uma das Casas legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal, as pessoas revezam-se entre o sentimento de que talvez o fato não se concretize e o sentimento de que haja retrocesso. É mais comum que um distrito seja alçado à cidade, e não o contrário. “Quem tem vai sentir um pouco, e quem não tem vai sentir mais ainda”, finaliza o lavrador Edmilson Martiniano, 35.

Fonte: Correio24hrs*

Dom Macedo Costa divulga grade oficial do São João 2019

O município de Dom Macedo Costa, no Recôncavo baiano, realiza de 22 a 24 de junho o “Arraiá do Bate-Quente 2019″.

O forró será comandado por atrações como Melaço de Cana, Sarapatel com Pimenta, Juan e Rafael, Simone Caffé, Olhar Faceiro, Farol de Milha, Forró Coisa Boa, Sillver Lima, Jânio Santana, Jô e Léo, Val Vaqueiro e Daniel dos Teclados.

 

Confira a programação completa: 

22 de junho

– Juan e Rafael

– Farol de Milha

– Forró Coisa Boa

23 de junho

– Olhar Faceiro

– Sarapatel com Pimenta

– Simone Caffé

– Melaço de Cana

24 de Junho

– Sillver Lima

– Jânio Santana

– Val Vaqueiro

– Jô e Léo

– Daniel dos Teclados

conheça as cidades baianas sem homicídios há mais de um ano

Conhecida pela produção de cachaça, a cidade de Abaíra, na Chapada Diamantina, desponta agora como “recanto de paz”: desde 4 de janeiro de 2014 (mais de 5 anos) não há registro de homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte e latrocínio (matar para roubar) –, os chamados Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs).

Além de Abaíra, outras cidades baianas se destacam pelo tempo sem registro de CVLIs: Dom Macedo Costa, Lagoa Real, Licínio de Almeida, Maetinga, Rio do Antônio, Rio Real, Botuporã, Catolândia, Sebastião Laranjeiras, Cravolândia e Presidente Jânio Quadros. A população delas, somadas, é de 114.349 pessoas, o que corresponde a 0,7% dos habitantes da Bahia, de 14.812.617. A maior delas é Lagoa Real, com 15.555 moradores e a menor Catolândia, com 3.555.

 

Cidade de quase 9 mil habitantes, Abaíra é a que mais tempo está sem ocorrência desses tipos de crime, entre as 24 que compõem a Chapada. O último homicídio em Abaíra foi de um homem que morava na zona rural e batia na esposa. Ele acabou morto pelo sogro, cansado de ver a filha apanhar.

Comandante do policiamento na Chapada Diamantina, o coronel PM Valter Araújo, que fica baseado em Itaberaba, disse o homem que foi morto era de outro estado, mas não se recorda qual. “Ninguém nem veio buscar o corpo dele. Depois de um tempo acabou sendo enterrado”, afirmou.

De 2014 para cá, Abaíra tem registrado poucas ocorrências. Ano passado, por exemplo, houve apenas uma prisão por uso/porte de drogas. Entre 2014 e 2017 ocorreram uma tentativa de homicídio, quatro estupros, 12 furtos de veículos e dois roubos também de automóveis, segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP).

Na opinião do coronel Valter Araújo, o que faz a cidade ter baixos índices de criminalidade é o trabalho que vem sendo feito na base da sociedade, com crianças e adolescentes, para evitar situações de crimes.

“Por isso, temos 14 cidades sob o meu comando que estão há mais de um ano sem homicídios e, fora da Chapada, ainda temos outras 31, entre as quais Abaíra também é destaque”, afirmou o coronel.

“Isso é fruto das operações que fazemos, seja na zona urbana ou rural, em áreas sem policiamento fixo, nas escolas”, disse, informando em seguida que o trabalho de prevenção às drogas é realizado em escolas públicas e privadas: “Ano passado atendemos mais de 5 mil crianças e jovens e esse ano nossa meta são 8 mil”.

Abaíra não registra CVLIs há cinco anos (Foto: Reprodução)

Festival da cachaça
Em Abaíra, empresários têm elogiado o trabalho da PM, mas destacam a necessidade de estar sempre em alerta, “mesmo quando tudo parece tranquilo”, como disse Junael Alves de Oliveira, 61, presidente da Cooapama, cooperativa responsável pela realização do Festival da Cachaça, em parceria com a Prefeitura.

“Ainda bem que estamos o tempo todo sem homicídios em Abaíra, mas não podemos descuidar. Na cidade vizinha, em Jussiape, tão pacata quanto Abaíra, já teve um crime de cinema que deixou a cidade marcada para sempre”, disse o empresário, em referência ao triplo homicídio ocorrido em 24 de novembro de 2012.

Na ocasião, o caçador Claudionor Galvão de Oliveira, 43, matou por vingança, após sofrer “bullying político”, logo depois das eleições. As vítimas foram o prefeito Procópio de Alencar, 75, a primeira dama Jandira, 71, e o gerente local da Embasa, Oderlange Novaes, 46, todos mortos com tiros de espingarda à queima roupa. Pouco depois, Claudionor foi morto pela PM.

Precisa de arma?
Dono de uma casa de material de construção em Abaíra, o empresário Aquilino de Souza Pina, 68, disse que “a cidade está muito calma, graças ao trabalho da PM, sempre presente”.

Apesar disso, afirmou que pretende comprar uma arma pra deixar em seu estabelecimento, depois que o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto dia 15 de janeiro, facilitando o acesso à posse de arma no Brasil. “Não podemos facilitar com a bandidagem”, disse.

Dono de farmácia, Moisés Araújo Lima Junior, 52, não pensa em ter arma. Para ele, o trabalho da PM e as câmeras de segurança que usa no estabelecimento já são suficientes.

“Ficamos até tarde, às vezes até umas 22h, e vemos a polícia fazendo ronda, então isso nos dá tranquilidade”, comentou.

Sem homicídios há 20 anos
Em Dom Macedo Costa, cidade de 4 mil habitantes no Recôncavo da Bahia, o último homicídio ocorreu em 1998, quando um homem de prenome Agenor morreu a golpes de pau e pedra. Na época, o coveiro Gilvando Costa da Cruz, 30, era uma criança. De acordo com ele, a maioria das mortes da cidade é de causa natural.

“De vez em quando aparece alguém aqui que morreu de doença, que nem uma moça que enterramos há uns 15 dias, e um homem que faleceu ontem [quarta-feira, 23]. A maioria dos enterros são de idosos”, disse o coveiro, que passa a maior parte do tempo no Cemitério Municipal realizando serviços de limpeza.

Coveiro de Dom Macedo Costa fala que maioria das mortes é por velhice ou doença (Foto: Reprodução)

Além do homicídio registrado há 21 anos, outro crime grave ocorreu em 2006, na zona rural: um caminhoneiro foi vítima de latrocínio – roubo seguido de morte. Entre 2014 e 2018, Dom Macedo registrou cinco tentativas de homicídios, nove estupros, oito prisões por porte/uso de drogas e dez roubos/furtos de veículos.

A cidade, que possui uma rua com transversais e tem movimento anormal somente na cavalgada de 21 de abril (feriado de Tiradentes) e no São João, é considerada tranquila pelo escrivão da delegacia local, Osório Pereira Oliveira, 43.

“Quando tem algum problema aqui, é com gente de fora, na maioria dos casos. Sempre aparece algo, apesar da tranquilidade, mas é coisa pequena”, disse.

Em Lagoa Real, a atendente de caixa de supermercado Pauliana Rocha, 30, disse que o último fato grave do qual se lembra foi há seis meses, quando bandidos invadiram uma loja de roupas, “mas não teve grande prejuízo”. “Na mesma época, uma mulher tentou roubar minha carteira aqui no mercado. Ela foi presa em flagrante”, disse.

O CORREIO tentou contato com a delegacia de Lagoa Real durante dois dias, mas ninguém atendeu às ligações. O último homicídio na cidade ocorreu em 10 de março de 2011, durante um assalto a banco, quando o vigilante Hermínio Duca Costa, 33, foi morto pelos ladrões.

“Depois disso, não teve nada de assustador. A cidade está tranquila, são poucas pessoas que usam câmeras de segurança em suas casas ou estabelecimentos, bem como cercas elétricas. E quando tem casos de crimes, a maioria é de gente que vem de fora”, declarou Pauliana Rocha.

Gerente de uma loja de roupas em Licínio de Almeida, Roberta David Souza, 29, também diz viver tranquila na cidade onde nasceu, mas está preocupada com o uso de drogas por parte de alguns jovens. “Percebe-se o comentário na cidade sobre esse aumento. Isso é algo que não deve ocorrer porque, senão, já viu”, disse.

O município baiano de Licínio de Almeida, segundo dados da SSP, de janeiro a setembro deste ano teve três estupros, dois furtos/roubos e um registro por porte/uso de drogas. Ano passado foi um pouco mais violento: uma tentativa de homicídio, dois estupros, um furto/roubo e três prisões por porte/uso de drogas.

“Um dos casos de roubo foi na casa do meu pai. Levaram mais de 70 galinhas dele. Parece pouco, mas quando soma tudo fica um prejuízo grande. Ele parou de criar galinhas por conta desses roubos. E não chegou a prender ninguém. Eu acho que esses casos de crime na cidade são por causa da droga”, afirmou.

Preocupação e prevenção
Sobre o possível aumento do uso de drogas em Licínio de Almeida, o Departamento de Polícia do Interior (Depin) diz que vem buscando combater o problema, através de programas sociais em parceria com a Polícia Militar, tanto no próprio município quanto em outras cidades sem homicídios há anos.

“Todas essas cidades possuem como característica comum o fato de terem uma vida tradicional, com famílias, e onde o tráfico de drogas ainda não criou raízes, a ponto de haver disputas por pontos de vendas ou crimes de homicídios relacionados ao uso”, disse o diretor-adjunto do Depin Flávio Gois.

Nos municípios onde “reina a paz”, as ocorrências policiais mais comuns são de estupros, furtos/roubos e detenção por uso/posse de drogas. “São todos casos pontuais, que buscamos combater sempre, e conseguimos evitar muitos deles, com a atuação de forma preventiva, em parceria com a Polícia Militar”, comentou Gois.

Sem muitas ocorrências para investigar, a polícia diz que tem atuado nessas cidades com projetos sociais voltados para crianças e adolescentes, sobretudo relacionados à prevenção com relação ao uso de drogas. Membros das polícias Civil e Militar dão palestras em escolas públicas e particulares sobre o assunto.

“Vários programas estão nessas cidades, como o Pacto Pela Vida, o Ronda Maria da Penha e o Ronda das Escolas. As polícias falam também sobre o respeito do homem com a mulher, para com o filho, e tudo isso faz com que os patamares baixos de homicídios continuem a ficar onde estão”, disse Gois.

Para 2019, o Depin, segundo Gois, planeja visitar as coordenadorias da Polícia Civil para que haja maior interação entre os policiais e outros servidores. “A meta é avançar para que mais cidades fiquem sem homicídios até o final do ano. É um trabalho duro, cujo resultado, a depender de nós, será alcançado”, afirmou.

O analista criminal Guaracy Mingardi, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), tem opinião parecida para manter a “paz” nessas cidades, mas ele destaca o fato de haver poucos grupos de traficantes atuando nesses locais.

“Com relação ao tráfico, a falta de homicídios não quer dizer que ele não esteja ocorrendo e sim que, se estiver, é realizado por um grupo só de criminosos e não há disputa. Onde não há disputa, não há crimes por pontos de venda”, explicou.

“Um exemplo que temos é São Paulo, onde o número de homicídios caiu consideravelmente em algumas cidades depois que a facção PCC [Primeiro Comando da Capital] dominou tudo. Temos cidades aqui com 30 mil habitantes que estão há anos sem um homicídio também”.

O pesquisador está preocupado com o decreto presidencial que facilita a posse de armas, o que pode colaborar para que uma briga entre vizinhos ou parentes termine em tragédia em cidades pequenas.

“O fato de ter uma arma em casa é algo que nos trás grande preocupação. Quando teve a Lei do Estatuto do Desarmamento, em 2003, muita arma foi recolhida de casa. Na época, vimos que os crimes de homicídios não relacionados a tráfico reduziu muito. Esperamos que isso não volte a ocorrer”, declarou.

Cidades são vulneráveis a ataques de ladrões de banco
Apesar de estarem há anos sem registros de crimes violentos contra a vida, as cidades de Dom Macedo Costa, Lagoa Real, Abaíra, Licínio de Almeida, Rio do Pires, Botuporã, Catolândia, Sebastião Laranjeiras, Cravolândia e Presidente Jânio Quadros sofreram nos últimos anos com quadrilhas especializadas em ataque a agência bancárias.

As cidades, por serem pequenas, se tornam alvos fáceis pelo fato de terem poucos policiais (de quatro a dez por plantão), e com armas menos potentes que a dos bandidos, que costumam usar fuzis e metralhadoras, além de explosivos para abrir o cofre dos bancos.

O analista criminal Guaracy Mingardi, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), observa que não é objetivo dos bandidos, nessas ações, cometer homicídios. “Isso só ocorre se algo sair do controle, eles só querem levar a grana, por isso um baixo índice de homicídios nesses casos”, declarou.

Em Abaíra, o problema ocorreu em 1º de agosto de 2016, quando bandidos explodiram um caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil, que desde então permanece fechada – de lá pra cá, os moradores da cidade recorrem a correspondentes bancários que operam com limitações.

Na ação, eles dispararam contra a delegacia, cuja parede ficou com as marcas de tiros. “Todo mundo ficou assustado na cidade”, disse o escrivão da delegacia Amarinaldo Espírito Santo, 60, que de 1988 a 2001 atuou como delegado da cidade de 9 mil habitantes. Hoje ele é funcionário público municipal cedido à polícia.

“Depois desse caso do banco não teve mais nada grave”, ele disse, informando, em seguida, que o Festival da Cachaça, realizado em setembro e que atrai cerca de 2 mil pessoas por noite, nos três dias de evento, “ao contrário do que se pode pensar, é um local de fazer amizade e não ter briga”.

“Sempre tem uns que brigam lá mesmo, mas é briga de bêbado, não chega a ser grave, resolver no evento mesmo”, disse, aos risos. “E se fosse pra ficar preso, nem poderia porque as duas celas aqui da delegacia não valem nada, tinham de ser mandados pra Seabra. Aqui nem delegado titular tem”, completou, rindo mais ainda.

Em 2015, os ataques ocorreram em Cravolândia, Rio do Pires, Catolândia e Sebastião Laranjeiras, onde bandidos explodiram a agência do Banco do Brasil. O barulho provocado pela explosão foi ouvido em quase toda cidade, deixando todos assustados.

Cravolândia foi alvo dos bandidos em 13 de setembro de 2015, mas, no momento da ação, quando ocorreu a explosão ao posto de autoatendimento do Banco Bradesco, os bandidos foram surpreendidos pela polícia e trocaram tiros, fugindo por uma estrada vicinal.

A mesma sorte não teve uma agência Bradesco de Catolândia, que foi explodida em 31 de junho de 2015. Os bandidos, no entanto, não conseguiram levar nada, já que tudo queimado por conta da explosão.

Em Rio do Pires, a ação criminosa ocorreu em 5 de novembro de 2015: a agência do Banco do Brasil foi explodida e o dinheiro levado. Dom Macedo Costa e Botuporã tiveram suas agências bancárias do Bradesco e do Banco do Brasil, respectivamente, atacadas, em 2014. Ambas foram explodidas.

Dessas ações, a mais grave ocorreu em 2011, em Lagoa Real. O vigilante morto pelos bandidos durante o ataque ao Banco do Brasil, Hermínio Duca Costa, era primo do então prefeito José Carlos Trindade Duca. Os bandidos estavam de motocicleta e fugiram com malotes de dinheiro.

Naquele mesmo ano, quatro homens explodiram a agência do Bradesco de Licínio de Almeida, mas fugiram sem conseguir levar nada. Azar maior tiveram os cinco bandidos que tentaram roubar uma agência do Banco do Brasil de Presidente Jânio Quadros: todos foram mortos durante troca de tiros com a polícia. Fonte: Correio24hrs*

SAC móvel atende três cidades do recôncavo baiano até a próxima terça-feira

O SAC móvel, unidade itinerante do Serviço de Atendimento ao Consumidor irá atender três municípios do interior do estado até a próximo terça-feira (5/6). A Iniciativa tem o intuito de auxiliar na distribuição da prestação de serviços públicos essenciais ao exercício da cidadania.

A partir desta quinta-feira (31/5), o atendimento acontece no município de Dom Macedo Costa, e permanece até sexta-feira (1º). No sábado (2/6) e domingo (3/6), o caminhão chega à cidade de Conceição do Almeida. Na terça-feira (5/6), é a vez da população de Cabaceiras do Paraguaçu, que fica a 157 km de Salvador, receber o SAC Móvel.

Para mais informações sobre rotas do SAC Móvel e sobre os serviços prestados pela Rede SAC, a SAEB disponibiliza o site da Rede SAC (www.sac.ba.gov.br), o telefone 0800 071 5353 e aplicativo SAC Mobile, disponível para Android e iOs.

Prefeito Rogério Andrade recebe prefeitos em reunião do Consórcio Reconvale

O Prefeito Rogério Andrade recebeu na manhã desta terça-feira (20), no Gabinete Municipal, prefeitos que compõem o Consórcio Público Interfederativo de Saúde do Recôncavo e Vale do Jiquiriçá (Reconvale) para conhecer detalhes do funcionamento da Policlínica Regional de Saúde, prevista para ser inaugurada em maio.

Presidente do Consórcio Reconvale, o Prefeito Rogério Andrade, apresentou aos gestores e representantes dos municípios, a marca que será utilizada nas comunicações visuais da entidade.

Em seguida, técnicos da Secretaria de Saúde do Governo do Estado, apresentaram dados como a capacidade técnica, dotação orçamentária, corpo administrativo e falaram sobre as etapas do processo seletivo para o provimento de vagas na unidade.

Participaram da reunião os prefeitos de Amargosa, Aratuípe, Cabaceiras do Paraguaçu, Castro Alves, Conceição do Almeida, Conceição da Feira, Cruz das Almas, Dom Macedo Costa, Governador Mangabeira, Itatim, Muniz Ferreira, Muritiba, Mutuípe e Ubaíra.

*Policlínica garantirá atendimento especializado gratuito*

A policlínica poderá oferecer consultas especializadas gratuitas com médicos Angiologistas, Cardiologistas, Endocrinologistas, Mastologistas, Neurologistas, Otorrinolaringologistas, Oftalmologistas, Urologistas, Clínicos, Gastroenterologistas, Ginecologistas e Obstetras, Traumatologistas-ortopedistas, e Cirurgiões Gerais.

Também poderão ser oferecidos à população, de forma gratuita, exames de média e alta complexidades, como Ressonâncias Magnéticas, Tomografias Computadorizadas, Mapas, Ecocardiogramas, Eletrocardiogramas, Eletroencefalogramas, Endoscopia Digestiva e Respiratória, Ultrassonografias, Radiografias, Audiometrias, ECG, Mamografias, Testes Ergométricos, e Biópsias.

Ascom Prefeitura SAJ