Cerca de 10 mil pessoas foram às ruas em ato contra Bolsonaro, diz presidente do PT Salvador

Foto: Thiago Antune / Bahia.ba

No dia em que o Brasil completou 500 mil mortos por COVID-19, manifestantes foram às ruas de Salvador protestar contra o governo Bolsonaro. O ato aconteceu na tarde deste sábado (19), do Campo Grande ao Farol da Barra, com a presença de militantes de partidos de esquerda, centrais sindicais e diversos movimentos sociais.

O PT Salvador, um dos organizadores das manifestações e participante da Campanha Nacional Fora Bolsonaro na Bahia, estimou cerca de 10 mil pessoas nas ruas e destacou o aumento do número de manifestantes como uma evidência de que Salvador não quer esse governo. 

O presidente do PT Salvador, Adémario Costa, disse que Salvador registrou um aumento significativo do número de pessoas nas ruas contra Bolsonaro em relação ao ato de 29 de maio. “Está claro que os soteropolitanos não querem esse governo e irão lutar contra o crescimento de mortes por COVID-19, desemprego, violência, privatizações, insegurança alimentar, retirada de direitos e auxílio emergencial e escassez de vacinas. Continuaremos indo às ruas contra Bolsonaro e seu governo genocida”, destacou.

O ato aconteceu seguindo as orientações do ‘Guia de Disciplina e Segurança na rua’, disponibilizado pelo partido nas redes sociais, para evitar a contaminação pelo coronavírus. Fila indiana, distanciamento, uso de máscara e álcool em gel foram algumas das recomendações. Os organizadores também distribuíram máscaras PFF2 e álcool em gel.

Além de Salvador, mais 31 municípios baianos participaram das manifestações. No total, foram mais de 408 cidades em todo o Brasil exigindo vacinas para todos, auxílio emergencial de R$ 600 e manutenção da democracia. Os atos também exigem o afastamento imediato do presidente. 

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Bahia tem 54 estudantes na final da Olimpíada Nacional em História do Brasil

A Bahia tem 54 equipes finalistas na 13ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), que é promovida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Desse total, duas equipes, com seis estudantes envolvidos, são do Colégio Estadual Dr. José Carlos Bezerra Carvalho, no município de Paripiranga, a aproximadamente 345 quilômetros de Salvador.

Josefa Marcela Santos de Jesus, 17 anos, 3º ano, é uma das finalistas e fala da alegria por ter passado pelas seis fases anteriores. “Estou muito feliz com o resultado. Fizemos tudo pelo Google Meet e WhatsApp e, além do que aprendi, fiz várias amizades pelo contato com equipes de outros estados. Agora, pretendo estudar mais para a final no dia 16 de agosto e conquistar uma medalha. Estou muito orgulhosa e a minha família toda também”, afirmou.

A orientação dos estudantes foi realizada virtualmente pelos professores orientadores Edson Peixoto, Sandra Correia e Elisa Ribeiro. “O projeto reúne estudantes de várias séries, que ganham uma experiência imensa para todos os componentes curriculares. Eles entendem o aprendizado como algo contínuo e que não se acaba, são destaque em todas as atividades da escola e quando saem daqui ingressam no Ensino Superior. O Programa Bahia Olimpíca é certeiro nisso, no incentivo ao protagonismo estudantil”, comentou a professora Elisa.

O Bahia Olímpica, desenvolvido pelo colégio de Paripiranga durante o ano, é um programa da Secretaria da Educação do Estado (SEC) que mobiliza os estudantes para que participam das olimpíadas nas diferentes áreas do conhecimento, como forma de fortalecer as aprendizagens.

O interesse pela História tem conquistado cada vez mais estudantes. No ano passado, três equipes foram finalistas e conquistaram a medalha de cristal, de honra ao mérito. Neste ano, foram escritas dez equipes na ONHB, com 30 estudantes.

NORDESTE É MAIORIA

Ao todo, são 415 grupos de 99 cidades de todos os estados do país que irão concorrer a medalhas de bronze, prata e ouro da ONHB, em uma cerimônia online, em 12 de setembro. A região Nordeste é a que tem maior número de equipes na final da ONHB. Juntos, eles somam 285 grupos.

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Luan Santana vira investigador em novo clipe cinematográfico ‘Morena’; Assista

Luan Santana inicia a nova fase da carreira com perseguições pelas ruas de São Paulo, explosões cinematográficas e fuga de helicóptero. Lançado nesta sexta-feira (18), o novo clipe Morena aposta em um roteiro de curta-metragem para além da música e em muita divulgação nas redes sociais.

Sob a direção de Bruno Ilogti, diretor do casting da produtora O2 Filmes, o videoclipe conta a história de um roubo fictício de um colar. Após concluir o caso com sucesso, o investigador Luan Santana conhece e se apaixona pela ‘sua morena’, interpretada pela modelo e DJ norte-americana Natalía Barulích. Mas, esse é só o começo da história, uma grande reviravolta marca o envolvimento do policial e da sua amada.

O novo clipe de Luan Santana não é diferente apenas nos efeitos especiais e na narrativa. “Morena vem em um momento de mudança na minha vida profissional: nova gravadora, projeto de carreira internacional e a busca por uma sonoridade envolvente, diferente de tudo que eu já tinha feito”, comemora o cantor. 

O clipe já era muito aguardado pelos fãs, principalmente por conta da escolha da atriz para o papel da morena. Inicialmente, Luan tinha convidado a campeã do BBB 21 Juliette Freire.

O cantor entrou ao vivo durante o programa BBB – A Eliminação e propôs para a paraibana o papel principal em seu próximo clipe. Segundo nota da assessoria da ex-BBB, Juliette não aceitou o convite “devido a compromissos pré-firmados”.

Nas redes sociais, o artista construiu uma websérie que se conecta diretamente com o início do clipe. Além da revelação da identidade da morena do clipe, a equipe do cantor criou uma narrativa em torno do investigador Luan, colocando os fãs dentro da perseguição pelo ladrão. No início da semana, o cantor divulgou uma imagem do seu personagem analisando fotos dos possíveis suspeitos do roubo, dentre eles: Maísa, Pequena Lo, Gretchen, Rafael Portugal, Fernando & Sorocaba e Rafael Uccman, e finalizou com um vídeo informando a descoberta da culpada: a comediante e influenciadora Gkay.

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PGJ expede recomendação para evitar aglomerações nos feriados juninos na Bahia; cidades proíbem fogos e fogueira

A procuradora-geral de Justiça, Norma Cavalcanti, expediu uma recomendação geral para evitar aglomerações nos feriados juninos na Bahia. A recomendação foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico (DJE) desta sexta-feira (18), conforme informação do Ministério Público estadual (MP-BA).

De acordo com o MP-BA, a promotora alerta aos promotores de Justiça que recomendem aos municípios a adoção de medidas que impeçam a realização de festejos juninos com aglomerações de pessoas.

Segundo a recomendação, os promotores de Justiça, ressalvada a independência funcional, devem orientar os gestores municipais que cancelem todo e qualquer evento presencial, planejado ou patrocinado pelo município, que se destine às comemorações juninas e gere aglomerações, independentemente do número de participantes, com ou sem comercialização de ingresso, como por exemplo, festas, shows, feiras, quadrilhas e outros eventos similares.

Além disso, foi recomendada a revogação de qualquer autorização e alvarás sanitários eventualmente expedidos para a realização de festejos juninos privados que possam causar aglomeração de pessoas, com ou sem comercialização de ingresso, em ambientes públicos ou privados de qualquer natureza, independentemente do número de participantes.

Ainda na recomendação, a PGJ pede aos promotores que orientem também os prefeitos a não realizar, autorizar ou financiar a realização de festejos juninos com concentração de pessoas e tomem providências a fim de coibi-los, por meio do exercício proporcional do seu poder de polícia.

MP recomenda que municípios coíbam festejos juninos

São João do Pelourinho, em Salvador, antes da pandemia da Covid-19 — Foto: Carol Garcia/GOVBA

São João do Pelourinho, em Salvador, antes da pandemia da Covid-19 — Foto: Carol Garcia/GOVBA

Antes da recomendação geral, o MP já tinha informado na quinta-feira (17), outras recomendações para municípios referentes aos festejos juninos. O órgão estadual, por meio do promotor de Justiça Luciano Valadares Garcia, aconselhou a coibição dos festejos juninos em Bom Jesus da Lapa, Serra do Ramalho, Sítio do Mato e Paratinga.

O promotor de Justiça pede que os gestores reforcem a divulgação de campanhas de conscientização, assim como as medidas de fiscalização para evitar aglomerações no período junino.

O MP-BA lembra aos prefeitos que, em decorrência da pandemia, as aglomerações, sobretudo em caso de presença de infectados, podem ser enquadradas nos tipos penas de infração de medida sanitária e de omissão de notificação de doença.

A recomendação levou em consideração que o último boletim da Covid-19, de 15 de junho de 2021, divulgado pela prefeitura e Secretaria de Saúde de Bom Jesus da Lapa, cidade que atende a região, aponta que a UTI do Hospital Carmela Dutra registra um índice de 100% de ocupação, com todos os 10 leitos preenchidos, e que os 23 leitos clínicos no município destinados à Covid-19 também estão todos ocupados.

No município, foram registrados 98 novos casos, totalizando 4.981 casos, e 70 mortes. Em Serra do Ramalho, de acordo com o monitoramento, foram registrados oito novos casos, totalizando 794 casos, e 32 mortes.

Já em Sítio do Mato, o controle registra quatro novos casos, totalizando 190 casos, e cinco mortes. O boletim de Paratinga revela a ocorrência de cinco novos casos, totalizando 1.102 casos, e 19 mortes.

Fogueiras e fogos de artifício são proibidos

Fogueiras e fogos de artifício são proibidos em cidades da BA após recomendação do MP-BA — Foto: Divulgação

Fogueiras e fogos de artifício são proibidos em cidades da BA após recomendação do MP-BA — Foto: Divulgação

Fogueiras e fogos de artifício estão proibidos nas cidades de Coaraci, Almadina e Itapitanga, todas no sul da Bahia, após recomendação do Ministério Público estadual. A informação foi divulgada pelo órgão estadual na terça-feira (15).

O promotor de Justiça Inocêncio de Carvalho Santana, autor das recomendações, informou que os fogos de artifício podem agravar a necessidade do uso das emergências hospitalares com demanda na unidade de queimados. Além disso, a fumaça das fogueiras pode piorar o cenário atual causado pela Covid-19.

A recomendação expedida pelo MP-BA ainda propõe que essas três cidades do sul da Bahia coíbam a realização de festejos juninos.

Em Mata de São João, na região metropolitana de Salvador, um novo decreto com medidas restritivas de combate ao coronavírus proibiu a montagem e acendimento de fogueiras em todo o território da cidade.

Veja mais notícias do estado no G1 Bahia.

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Cinema do Recôncavo lança plataforma de memória da produção audiovisual

Profissionais de pesquisa e memória, e fãs de cinema poderão conferir a partir deste sábado (19), o site Cartografia do Cinema no Recôncavo, criado com o objetivo de reunir informações sobre a produção de mais de 130 títulos filmados no recôncavo baiano.

Organizado pelo curador e pesquisador, Iago Cordeiro Ribeiro, a plataforma de exibição gratuita será uma ferramenta estratégica para pesquisa e preservação da produção cinematográfica local e nacional, tanto na Bahia quanto em todo o Brasil.

Iago conta que além de democratizar o acesso aos filmes para o público, que em breve poderá assistir gratuitamente as películas reunidas na pesquisa, o foco da iniciativa está em promover a preservação. “Estamos trabalhando com imagens que são ricas fontes históricas para diversas áreas do conhecimento”, enfatiza.

Para a produtora geral e executiva do projeto, Camila Gregório, Cartografia do Cinema no Recôncavo é o início de um grande processo e caminho no debate sobre preservação. “Agora com a plataforma, estamos disponibilizando filmes feitos no Recôncavo Baiano, muitos deles indisponíveis online até então. A ideia de disponibilizar eles é levantar um debate sobre a preservação da história do cinema”, afirma.

Para ter acesso à plataforma e conferir todas as películas disponíveis, é só acessar o endereço eletrônico: www.cartografiadocinemanoreconcavo.com.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

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Cachoeira vai proibir entradas de turistas no período de festas juninas e estende restrições

Para tentar evitar aglomerações e a chegada de turistas durante o período junino, a prefeitura de Cachoeira, no Recôncavo baiano, anunciou, nesta sexta-feira (18), novas medidas de enfrentamento ao coronavírus válidas a partir das 18h de hoje, até as 5h do dia 29 de junho. As determinações foram publicadas no Diário Oficial do Município (DOM). Dentre as medidas estão a implementação de barreiras que proibirão o acesso de turistas no município durante o período.

Na cidade o toque de recolher foi antecipado para as 20h até às 5h acompanhando o decreto estadual. Eventos de qualquer natureza, independentemente do número de participantes, continuam suspensos. As atividades esportivas coletivas amadoras também seguem proibidas durante o período. Academias e estabelecimentos voltados para a prática de exercícios poderão funcionar, desde que limitado a 50% da capacidade do local.

Como vem sendo feito em outros municípios, Cachoeira também restringiu o acendimento de fogueiras, o uso de fogos de artifício e a guerra de espadas, resolução tomada após reuniões entre a gestão municipal, a Defesa Civil de Cachoeira e o Ministério Público. O decreto também impôs restrições quanto à entrada de turistas, proibindo o acesso de veículos de passeios, excursões e fretamentos.

Ao Bahia Notícias a secretária de saúde Maria José Souza explicou que as barreiras devem passar a funcionar já neste final de semana. “As barreiras já começaram em alguns pontos de acesso ao município. A partir do dia 20 vamos intensificar esse trabalho em todos os acessos mais conhecidos. Serão duas pessoas verificando temperatura, verificando se são moradores da cidade. Isso vale para a semana de São João, mas estamos nos programando para começar já neste domingo (20)”, disse.

A cidade, que está com 100% de ocupação dos leitos de tratamento intensivo (UTIs) destinados a Covid-19, costuma ser um clássico destino para os turistas no São João. No entanto, pelo segundo ano consecutivo, o município pede que os turistas não se direcionem a cidade. “Não haverá nenhuma desta em Cachoeira. Nem ornamentação há na cidade para não estimular. Este ano o São João será comemorado por cada um dentro do seu domicílio. Não insista em viajar, nem vir par ao município pois qualquer tipo de festejo ou aglomeração receberá a intervenção do poder público” sinalizou a secretária.

Maria José contou ainda que a cidade, como outras do interior do estado, tem enfrentado problemas com festas clandestinas. Fiscalizações neste sentido também são preocupação da gestão durante os festejos. “Muitas pessoas insistem em se expor, correr o risco nas aglomerações e festas clandestinas longe do centro da cidade. Por isso nos programamos para, junto à Guarda Municipal e com apoio da Polícia Militar (PM), fiscalizar também a zona rural e os povoados onde as pessoas costumam visitar nesta época”, contou.

De acordo com a gestão, outra alternativa para reduzir o fluxo de pessoas na cidade é a restrição no horário de funcionamento do comércio. Entre as medidas válidas está a liberação do funcionamento até às 18h, entre os dias 23 e 29 de junho. No entanto, nos dias 24 e 25, respectivamente feriados de São João e Data Magna da Cachoeira, só será permitido o funcionamento de farmácias e padarias até às 20h. Estará proibida também a comercialização de bebidas alcoólicas em quaisquer estabelecimentos, inclusive pela modalidade de entrega a domicílio (delivery) nos seguintes períodos: das 18h de 18 de junho até as 5h do dia 21 de junho, e das 18h do dia 23 às 5h do dia 28 de junho.

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Bahia deixa de arrecadar R$ 79 milhões de ICMS com cancelamento do São João

A Bahia vai deixar de arrecadar R$ 79 milhões de ICMS influenciado pelo cancelamento do São João, conforme estudo da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), divulgado nesta sexta-feira (18).

De acordo com um da SEI, a quantia que deixará de ser arrecadada não pode ser atribuída exclusivamente ao cancelamento do São João, mas influenciada também pela suspensão da festa. Este é o segundo ano sem São João na Bahia por causa da pandemia da Covid-19.

Ainda de acordo com a estimativa da superintendência, 1.476.600 pessoas deixarão de viajar para municípios do interior baiano no período dos festejos juninos.

Com base no último ano comemorativo dos festejos juninos, em 2019, estima-se que ao menos R$ 64,7 milhões provenientes do setor público deixarão de impulsionar os festejos, em especial o mercado da música. Destes, R$ 50,9 milhões são recursos aportados por 311 municípios e R$ 13,8 milhões pelo Governo do Estado.

De acordo com o estudo, deixará de entrar na Bahia R$ 107 milhões decorrentes de gastos de turistas nacionais e estrangeiro.

Devido a pandemia, 24,2 mil empregos formais e informais deixarão de ser gerados nos setores com atividades correlacionadas com o festejo junino, sofrendo impacto também pelo cancelamento do São João.

O cancelamento dos festejos juninos, de acordo com a SEI, foi uma decisão acertada e pautada na necessidade de preservar vidas, uma vez que estamos enfrentando uma pandemia mundial de uma doença altamente contagiosa e o isolamento social extremamente necessário conter a propagação da pandemia.

A SEI é uma autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan) e o estudo foi em parceria com as secretarias de Turismo (Setur), Cultura (Secult) e a Bahiatursa.

Veja mais notícias do estado no G1 Bahia.

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