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:: ‘Brasil’

Governo do Estado presta apoio logístico para a repatriação de 96 argentinos

Fotos: Paula Fróes/GOVBA

Noventa e seis argentinos que estavam sem conseguir voltar para casa, por causa da pandemia do novo coronavírus, estão embarcando nesta terça-feira (12) para Buenos Aires, na Argentina. Eles estavam em cidades como Salvador, Porto Seguro e Itacaré, e também na localidade de Morro de São Paulo, que pertence ao município de Cairu. Os que estavam no interior não conseguiam chegar até a capital, devido às barreiras sanitárias. Por meio da Secretaria do Turismo (Setur), o Governo do Estado prestou apoio logístico para o traslado deles até Salvador, e, por meio da Secretaria da Saúde (Sesab), ofereceu a avaliação exigida pelo Ministério da Saúde da Argentina, que inclui medição de temperatura e de oxigenação do sangue, além de verificação de sintomas da Covid-19, como tosse e coriza, sem necessidade da realização da testagem para a doença. Também integram o grupo argentinos que estavam em outros estados, como Pernambuco, Ceará e Alagoas.

A Setur fez a interlocução com prefeituras de localidades do interior, para facilitar o deslocamento dos argentinos até Salvador, liberando o translado pelas barreiras de controle. “Desde o início da pandemia, estamos realizando todos os esforços para repatriar os turistas, oferecendo apoio para facilitar o retorno deles a seus países de origem”, afirmou o secretário estadual do Turismo, Fausto Franco. A Argentina é o maior emissor de turistas estrangeiros para a Bahia. Somente em fevereiro, os argentinos corresponderam a 16% do total de visitantes do exterior na capital baiana, segundo pesquisa realizada pela Secretaria de Turismo do Estado.
Volta para casa
O carpinteiro German Keilis, a mulher Natália Neme e as duas filhas, com oito e dez anos, moram na Patagônia, sul da Argentina, e estavam há 75 dias em Salvador. “Eu sou argentino, morei aqui durante oito anos, na década de 70, e minha família tinha vontade de conhecer Salvador. Viemos passar as férias e fomos pegos de surpresa pela pandemia e pelo fechamento dos aeroportos”, afirmou German. Segundo ele, a situação estava ficando bem difícil para a família. “O dinheiro foi acabando, nós optamos por sair do hotel e alugar uma casa pequena, para reduzir os custos”. A mulher, Natália, destacou que os baianos foram muito amáveis. “Tivemos muita compreensão, também recebemos apoio do Consulado. Agora estamos a um passo de chegar em casa”.
O cônsul da Argentina, Pablo Virasoto, agradeceu o apoio do governo baiano. “Em outros estados, o governo argentino teve que pagar pela avaliação de saúde dos turistas, mesmo sem a necessidade da testagem para a Covid-19. Já o Governo da Bahia ofereceu essa avaliação de sintomas. E o papel do Estado foi fundamental não somente com essa equipe médica que está nos apoiando com o controle dos passageiros, que é exigido pelo governo argentino para entrar no país, mas também com a logística para trazê-las para Salvador, com ônibus especiais e lanchas, em alguns casos, o que permitiu o embarque de hoje para a Argentina”.

Ministério Público investiga compra de respiradores na pandemia

Foto: Agência Atarde

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou procedimento preparatório de inquérito civil para apurar a possibilidade de irregularidades na compra de respiradores pelo governo do Estado e prefeitura de Salvador. A portaria é assinada pelos promotores Rita Tourinho, Adriano Assis, Luciano Ghignone, Mônica Barroso, Célia Boaventura e Heliete Rodrigues Viana, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (Gepam).

Na peça, os promotores apontam “diversas notícias veiculadas pela imprensa quanto a irregularidades ocorridas em tais aquisições efetivadas por vários entes federados, inclusive envolvendo a entrega do objeto”.

“Estamos nos concentrando muito na aquisição dos ventiladores pulmonares. Existem processos na Bahia de aquisição de ventiladores que não chegaram. Temos lei estadual e Medida Provisória federal que permitem o pagamento por antecipação, ou seja, antes do recebimento da mercadoria. Mas o que a gente está vendo é que é necessária uma atenção maior aos pagamentos antecipados. Enviamos ofício ao Estado e Município pedindo cópia de todos os contratos de compra de ventiladores pulmonares, inclusive com as especificações dos equipamentos”, afirma a promotora Rita Tourinho.

Outro procedimento preparatório foi instaurado pelo MP para investigar a contratação da Associação de Proteção à Maternidade e Infância de Ubaíra – S3 Estratégias e Soluções em Saúde, pela prefeitura de Salvador, para gestão do Hospital de Campanha Memorial Itaigara. A promotora acrescenta que, apesar da pandemia ter uma previsão inicial de durar “três ou quatro meses, teremos cinco anos para responsabilizar os envolvidos em eventuais irregularidades”.

Cancelamento

Na última quinta-feira, 7, o governador Rui Costa anunciou um novo cancelamento de compra de respiradores. Em transmissão nas redes sociais, o chefe do Executivo baiano disse que esta é a segunda remessa de respiradores que não chega – a primeira ficou retida nos Estados Unidos. “A primeira que fizemos ficou presa nos Estados Unidos. Pagamos 18 mil dólares [a unidade]. A segunda compra, também por 18 mil dólares, também estamos cancelando. O fornecedor não entregou. Se você conhecer um fornecedor que tenha para me entregar amanhã, eu pago R$ 160 mil, R$ 170 mil, R$ 180 mil. Não é por R$ 20 mil ou R$ 30 mil que vou deixar de salvar pessoas”, declarou Rui.

No mesmo dia, o governador informou a criação de um comitê de transparência, junto com o MP-BA e o Tribunal de Contas do Estado (TCE), para acompanhamento de contratações e compras feitas durante a pandemia do novo coronavírus. A iniciativa foi copiada do governo do Ceará e tem o objetivo, segundo Rui, de combater fake news que têm circulado sobre ações adotadas pelo governo baiano.

Para a promotora, a criação do comitê é “importante” do ponto de vista de promover transparência, mas seria difícil implementar o acompanhamento de todos os contratos. “Estamos fazendo essas investigações independentemente de qualquer comitê. Acredito que esse comitê não teria condições de garantir a total regularidade de todas as contratações realizadas, já que são muitas”, analisa.

O Ministério Público estadual já havia instituído um grupo interdisciplinar para monitorar contratações realizadas de forma mais flexível, em todo o estado, durante o enfrentamento à Covid-19. (Fonte: Atarde Online)

Vacina contra a covid-19 tem 100 candidatas, 8 em etapas avançadas

Foto: Divulgação/Agencia Fapesp

A pandemia de covid-19 já infectou mais de 4 milhões de pessoas no mundo e deixou mais de 276 mil mortos. Diante disso, os trabalhos para desenvolver uma vacina tem se intensificado. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), na 3ª feira (5.mai), mais de 100 candidatas à vacina estão sendo testadas e 8 delas já estão na etapa de ensaios clínicos — envolvendo humanos. As novas tecnologias dão esperança que o tempo de criação da vacina seja menor que o comum, que pode levar cerca de 10 anos. Pesquisadores da Universidade de Oxford iniciaram testes clínicos com estimativa que o produto esteja pronto até o fim de 2020. Os cientistas usaram como ponto de partida uma pesquisa anterior baseada em outro coronavírus, causador do Mers, que é da mesma família da covid-19. Foram realizados testes em macacos rhesus e os resultados foram promissores: uma dose de vacina imunizou 18 animais. O resultado foi publicado na revista Science Advances em 1º de maio.

 

Para fazer fazer a vacina contra a covid-19, foi usada a mesma plataforma da pesquisa anterior, que teve como vetor 1 adenovírus (que causa o resfriado comum) inativo e nele introduzido uma proteína do Mers-CoV, capaz de fazer o corpo produzir anticorpos. Dessa vez, os cientistas usaram uma proteína do Sars-CoV-2, responsável pela covid-19. A previsão é começar testes em 6.000 pessoas até o fim do mês.

Estratégias

Uma estratégia usada para produzir uma vacina é usar uma versão atenuada do vírus para obter uma resposta imunológica. No entanto, os pesquisadores também estão usando o método do RNA mensageiro (RNAm) do vírus, que comanda a produção de proteína depois de “lê” as informações genéticas. Duas das 8 vacinas em fase clínica usam o modelo de RNAm.

Exposição de voluntários

Nos ensaios clínicos é necessário tempo para que os voluntários vacinados entrem em contato com o vírus de forma natural, o que pode levar tempo. Diante da emergência da pandemia de covid-19, pesquisadores estão discutindo sobre a necessidade de intervir nesse processo e expor os voluntários ao vírus para acelerar o processo, mesmo colocando as pessoas em risco.

Covid-19: brasileiros descobrem remédio que reduz infecção de células em 70%

Foto: Divulgação/Agencia Fapesp

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaboradores europeus revela um possível novo mecanismo de ação do anticoagulante heparina no tratamento da covid-19. As informações são da Agência Fapesp. Além de combater distúrbios de coagulação que podem afetar vasos do pulmão e prejudicar a oxigenação, o remédio parece também ser capaz de dificultar a entrada do novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas células. Em testes de laboratório, feitos em linhagem celular proveniente do rim do macaco-verde africano (Cercopithecus aethiops), a heparina reduziu em 70% a invasão das células pelo novo coronavírus.

Os resultados do estudo, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) no âmbito de um projeto selecionado na chamada da Fapesp sobre “Suplementos de rápida implementação contra a Covid-19”, foram descritos em artigo publicado na plataforma bioRxiv, ainda em versão pré-print (sem revisão por pares). A pesquisa contou com a participação de cientistas da Inglaterra e da Itália.

“Existiam indícios de que a heparina, que é um fármaco que desempenha várias funções farmacológicas, também tinha capacidade de prevenir infecções virais, incluindo por coronavírus, mas as evidências não eram muito robustas. Conseguimos comprovar essa propriedade do medicamento em ensaios in vitro”, informou à agência Fapesp, Helena Bonciani Nader, professora da Unifesp e coordenadora do projeto do lado brasileiro.

O grupo de Nader estuda há mais de 40 anos os glicosaminoglicanos – classe de carboidratos complexos à qual a heparina pertence – e desenvolveu as primeiras heparinas de baixo peso molecular, usadas clinicamente como agentes anticoagulantes e antitrombóticos, inclusive em pacientes com covid-19.

Uma das descobertas feitas pelo grupo ao longo deste período foi que a heparina é um medicamento multialvo, pois além do seu efeito na prevenção da coagulação do sangue pode se ligar a diversas proteínas. Entre elas, fatores de crescimento e citocinas que se ligam a receptores específicos na superfície de células-alvo.

Nos últimos anos, estudos feitos por outros grupos sugeriram que as proteínas de superfície de outros coronavírus até então relatados poderiam se ligar a um glicosaminoglicano das células de mamíferos, chamado heparam sulfato, para infectá-las. Com o surgimento do Sars-CoV-2, os pesquisadores da Unifesp, em colaboração com os colegas ingleses e italianos, tiveram a ideia de avaliar se a proteína de superfície do novo coronavírus responsável pela infecção das células – chamada proteína spike – se liga à heparina, uma vez que a molécula do fármaco tem estrutura muito semelhante à do heparam sulfato.

Os experimentos confirmaram a hipótese. Por meio de técnicas de ressonância plasmônica de superfície e de espectroscopia de dicroísmo circular, observou-se que a heparina, ao se ligar às proteínas spike do Sars-CoV-2, causa nessas moléculas uma alteração conformacional. Dessa forma, avaria a “fechadura” para entrada do vírus nas células. “Se não entrar na célula, o vírus não consegue se multiplicar e não tem sucesso na infecção”, explica Nader.

Fonte: Correio24hrs*

‘Prefeitos e governadores estão salvando o país’, diz ACM Neto em crítica a Bolsonaro

(Foto: Valter Pontes/Secom)

O prefeito ACM Neto fez críticas à postura do Presidente da República, Jair Bolsonaro, que solicitou nesta quinta-feira (7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a reabertura do comércio no país.

Durante entrevista coletiva ao lado do governador da Bahia, Rui Costa, o gestor municipal se mostrou contrário à decisão e classificou a atitude como “jogo de cena”.

“Essa ida dele ao Supremo é mais um jogo de cena, porque o STF já decidiu que os estados e municípios têm autonomia para deliberar sobre as medidas de isolamento e restrição. É lamentável querer estimular esse debate, que coloca de um lado a economia e do outro a saúde pública. Lamentável”, opinou.

Neto disse ainda que, se não fossem as medidas adotadas pelos prefeitos e governadores, a população assistiria a um genocídio no Brasil. “Não temos dois caminhos, opções. Se não fossem as ações de prefeitos e governadores do brasil, já teríamos vivenciado um genocídio no país. Seríamos a primeira nação do mundo em número de óbitos, essa é a verdade, não adianta a gente esconder. Quem está salvando o país são os prefeitos e governadores”, completou.

O gestor municipal criticou ainda a irresponsabilidade dos discursos de Bolsonaro e disse que, optar pela preservação de vidas não significa tratar a economia com descaso. “Não sou insensível ao desemprego, à saúde das empresas no Brasil, não sou insensível às pessoas mais pobres, foi isso que a prefeitura desenhou de amplo apoio social aos mais pobres”, completou. (Fonte: Correio24hrs*)



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