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:: 11/ago/2020 . 12:22

Documentário em homenagem a Santa Dulce dos Pobres é lançado

Foto: Bruno Batista/VPR

O documentário ‘A vida interior de Santa Dulce dos Pobres’, que aborda toda a trajetória de amor e fé da santa baiana, será lançado nesta terça-feira (11), às 19h, pelo canal do YouTube das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID).

O filme, que conta com a produção do Santuário Santa Dulce dos Pobres e roteiro e direção de Wilde Fábio Alencar, integra a programação da primeira festa dedicada à santa.

O curta-metragem mostra a história de Irmã Dulce a partir de uma viagem lúdica, mostrando os aspectos de sua personalidade, que são desconhecidos para muitos adeptos.

A freira Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce, foi canonizada pela Igreja Católica em 2019, tornando-se a primeira santa de nosso tempo nascida no Brasil.

A 1ª edição da festa em honra a Santa Dulce dos Pobres tem programação online com missas, romaria virtual, sarau com artistas e lançamento de filmes sobre o legado de Irmã Dulce.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) destacam que o calendário festivo será transmitido exclusivamente pelas redes sociais.

A missa solene, que vai acontecer no dia da santa, em 13 de agosto, será às 9h, presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, cardeal Dom Sergio da Rocha. As transmissões online da festa começaram no sábado (1º) e seguirão até o dia 13 pelas redes sociais: Instagram e Facebook (@santuariosantadulce) e YouTube (obrasirmadulce).

Até o dia 13 de agosto serão realizadas missas diárias, sempre às 9h, também com transmissão online pelas redes sociais. No domingo (9) houve a peregrinação da imagem de Santa Dulce dos Pobres pela cidade de Salvador, que, em carreata, percorreu bairros da capital.

A agenda segue com a transmissão do sarau Santa Dulce dos Pobres, dia 12, às 19h, com a participação de artistas; e a vigília, dia 7, das 22h às 6h, conduzida pelas comunidades Shalom, Maranatá, Nascidos da Luz e Lúmen. Tanto o sarau quanto a vigília serão transmitidos pelo Youtube.

O calendário dedicado à primeira santa brasileira ainda inclui o “I Concurso Virtual Altar de Santa Dulce dos Pobres”, que teve as inscrições encerradas no dia 5 de agosto.

Com 200 anos de devoção, Irmandade da Boa Morte fará celebrações online

Foto: Reprodução / Bruno Leite / Reverso Online

Completando 200 anos em 2020, a Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, de Cachoeira, vai manter a tradição de louvor à Nossa Senhora por meio de uma live, em substituição às procissões que atraem pessoas de diversos países. O louvor à mãe de Jesus Cristo, conforme publicou a coluna de André Santana no UOL, se dá a partir de dois dos títulos que ela possui: Nossa Senhora da Boa Morte e Nossa Senhora da Glória. Tais nomenclatura fazem referência à crença da Igreja Católica sobre o período que ela dormiu até a assunção — elevação do corpo ao céu — onde foi coroada rainha.

 

A Irmandade, além de exercer a função religiosa, é símbolo da resistência à escravidão, construção da cidadania negra no Recôncavo e do diálogo inter-religioso do Catolicismo com o Candomblé. Trinta irmãs compõem a Boa Morte atualmente – elas possuem em média 60 anos de idade. “Este ano vamos concentrar as atividades nos dias 14, 15 e 16 de agosto e toda a programação será online, transmitida pela página da Irmandade, em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)”, explica o fotógrafo e assessor de Irmandade, Jomar Lima.

 

“Esta será a primeira vez que a irmandade não irá para ruas em 200 anos de devoção, já que os historiadores apontam a data de fundação em 1820”, explica Jomar. A expectativa é que elas participem utilizando suas vestes e seus acessórios característicos, como as batas, tecidos, torsos e joias. “Elas estarão unidas por meio dos computadores ou celulares, vestidas como manda a tradição”, promete.

 

O ritual da festa à Nossa Senhora da Boa Morte inclui três dias de celebração. No primeiro dia de louvores as senhoras realizam uma ceia; no segundo dia, expressam o luto, em procissão pela cidade trajando vestes pretas e um véu cobrindo parte do rosto; e, no últmo dia, 15 de agosto, percorrem as ruas da cidade com panos vermelhos e joias douradas. Um almoço é servido na sede da Irmandade, no Alto da Igreja D’Ajuda, em Cachoeira, com a realização de rodas de samba.

 

Pesquisadora sobre festas, a jornalista e doutora em Antropologia Cleidiana Ramos explica que a festa é uma celebração que geralmente tem um conjunto de ritos. “São várias potencialidades desdobrando-se e interagindo. Alguns ritos são ‘normatizados’ e não saem do controle. Mas esse momento é um grande desafio para as festas que usam a rua”, afirmou à coluna de André Santana.

 

“Como transmitir aqueles três dias de ritos diferenciados e elaborados da Boa Morte: a vigília da dormição, a ceia, a procissão do enterro, e por fim, o ápice que é a procissão da glória?”. Sobre a utilização das tecnologias, ela observa que há algumas potencialidades, mas nem tudo é possível. “Veja que é uma adaptação, um modelo possível. Vai ter festa? Sim, mas uma nova festa”, afirma Cleidiana.

FESTA DA BOA MORTE DE CACHOEIRA 2020
14 e 15/18, 19h – Encontro online das senhoras da Irmandade para oração
Dia 16/08, 9h – missa celebrada na Igreja matriz da cidade, sem a presença de público e transmissão online
16/08, 15h – apresentação do Grupo Gêge Nagô

Documentos podem comprovar dano ambiental da Barragem Pedra do Cavalo

A Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública da Bahia (DP-BA) analisam uma série de documentos, como pareceres técnicos e autos de infração que podem comprovar danos ambientais causados pela Usina Hidroelétrica de Pedra do Cavalo. A barragem é gerida Votorantim Energia, a barragem fica no leito no Rio Paraguaçu, próxima aos municípios de Cachoeira e São Félix. Os documentos foram emitidos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio – Ministério do Meio Ambiente), entre 2014 e 2016.

 

Segundo pareceres técnicos,  a construção da Barragem de Pedra do Cavalo, em 1986, e o aproveitamento energético com a usina hidrelétrica, a partir de 2005, modificaram completamente o regime hidrológico do Rio Paraguaçu, causando impactos socioambientais nas áreas da Reserva Extrativista Marinha Baía de Iguape, criada em 2000 a partir de novas políticas ambientais para a exploração autossustentável da região. Os estudos destacaram que a escolha da motorização da usina, com longos períodos de vazão nula e curtos períodos de vazão elevada, a geração de energia elétrica foi priorizada em detrimento da saúde dos ecossistemas.

 

O grupo de trabalho que analisa os documentos é formada pelo defensor regional de Direitos Humanos da DPU na Bahia, Vladimir Correia, e pelos defensores públicos estaduais Maurício Moitinho, lotado em Feira de Santana, além das defensoras públicas estaduais Lívia Almeida e Eva Rodrigues, que atuam na capital, na área de Direitos Humanos.

 

De acordo com Correia, os documentos trazem como principais problemas a alteração da salinidade da água; a diminuição de espécies de peixes e mariscos; o desaparecimento de extensas faixas de manguezais; redução da capacidade de depuração de poluentes originários de afluentes urbanos, o que causa forte odor na água, além de doenças como micose; assoreamento do rio, dificultando a navegação e o agravamento da situação econômica de milhares de famílias da região que tem na pesca o único meio de sustento.

 

Nos documentos, os técnicos do ICMBio explicam que a vazão de água na usina – em horários diversos e com volumes de água variados – provoca alterações abruptas, diminuindo a salinidade da água. Como a operação não acompanha o regime das marés, os organismos aquáticos não têm tempo de se adaptarem. Ainda segundo os pareceres técnicos do instituto, a operação da hidroelétrica deveria estar condicionada a uma série de ações, como elaboração de novo hidrograma para vazão ecológica, monitoramento dos impactos ambientais, adequação da planta e motorização da usina e comunicação entre usina e comunidades tradicionais.

 

Na última semana, o grupo pediu adiamento de um teste de calha, pela falta de realização da consulta pública junto às comunidades locais e visou a proteger os interesses das comunidades remanescentes quilombolas e pesqueiras situadas na região. O teste deverá ser realizado no dia 17 de agosto, conforme informação do secretário de Infraestrutura Hídrica e Saneamento da Bahia, Leonardo Silva. De acordo com as associações das comunidades ribeirinhas, o procedimento inviabilizará a atividade pesqueira por tempo indeterminado, trazendo prejuízos materiais imediatos para milhares de famílias de pescadores, extrativistas e quilombolas que habitam na Reserva Extrativista Marinha do Iguape.

 

As Defensorias também questionaram ao ICMBio informações a respeito da licença ambiental da usina hidrelétrica Pedra do Cavalo. As instituições querem saber se o Grupo Votorantim atua sem autorização e, em caso positivo, desde que período. A barragem de Pedra do Cavalo é objeto de investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), após denúncias de atuação com licença de operação vencida pelo Grupo Votorantim. Em razão disso, e pelo fato de a usina hidrelétrica da Barragem encontrar-se numa área de proteção ambiental, em 2016 o Ministério Público  chegou a recomendar a interdição da usina.

Policiais Civis iniciam paralisação de 24h nesta terça; TJ-BA diz que é ilegal

O Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc) decretou paralisação de 24 horas a partir desta terça-feira (11). A categoria alega descaso por parte do governo, em relação aos protocolos de segurança em combate ao coronavírus.

Em 8 de julho, os policiais também paralisam atividades por 24h como forma de pedir melhores condições de trabalho por causa da Covid-19.

Por causa da suspensão das atividades nesta terça-feira, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), por decisão do desembargador José Cícero Landin Neto, declarou ilegal a paralisação. O TJ-BA estipulou ainda uma multa de R$ 30 mil em caso de descumprimento.

O sindicato convocou uma carreata na manhã desta terça, com concentração em frente ao prédio da Polícia Civil da Bahia, na praça da Piedade, em Salvador. A categoria deve seguir para o prédio da Governadoria no Centro Administrativo da Bahia (CAB), também na capital baiana.

O G1 procurou representantes do Sindpoc para comentar a decisão da Justiça, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O G1 também procurou a Secretaria de Segurança Pública da Bahia e a Polícia Civil para saber da reivindicação da categoria, mas também não obteve retorno.

Por causa da paralisação, o Sindipoc informou que 30% do efetivo trabalha em todas as unidades e foram mantidas, apenas, as prisões em flagrante e levantamentos cadavéricos. Serviços como registro de ocorrência, cumprimento de mandados de prisão, investigações e diligências estão suspensos. As pessoas são orientadas a registrar a ocorrência na delegacia digital.

Fonte: G1 Bahia





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