Marcello Casal Jr / Agência Brasil

As empresas de comunicação, Band, Folha e Globo decidiram nesta segunda-feira, 25, suspender a cobertura no Palácio da Alvorada, em Brasília. A iniciativa foi tomada após os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro reproduzirem atitudes hostis aos jornalistas que trabalhavam no local.

De acordo com o colunista Mauricio Stycer, a agressividade nesta segunda foi maior do que os xingamentos que os profissionais de comunicação costumam ouvir diariamente. Além dos seguidores, o presidente também já chegou a ter atitudes grosseiras e ofender jornalistas no Palácio da Alvorada. Nesta segunda, Bolsonaro criticou a imprensa um pouco antes de seus apoiadores iniciarem com as hostilidades. “No dia que vocês tiverem compromisso com a verdade, eu falo com vocês de novo”, disse o presidente.

Os posicionamentos das empresas

A Folha questionou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Secretaria de Comunicação Social (Secom) sobre o ocorrido, porém sem resposta.

Já o Grupo Globo optou por comunicar o GSI por carta assinada por Paulo Tonet Camargo, vice-presidente de Relações Institucionais. No texto, Paulo Tonet Camargo, cita o crescimento dos insultos por parte dos militantes: “Com a responsabilidade que temos com nossos colaboradores, e não havendo segurança para o trabalho, tivemos que tomar essa decisão”.

E segundo o colunista Mauricio Stycer, a Band foi consultada e respondeu que está retirando os profissionais da cobertura a partir desta terça-feira, 27. O colunista informou que entrou em contato com o SBT, que não definiu um posicionamento, a Record, que seguirá com a cobertura e não houve respostas por parte da CNN Brasil.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) elogiou a postura das empresas de comunicação que optaram por suspender a cobertura no Palácio da Alvorada. Já o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Federação Nacional dos Jornalistas cobraram ações de proteção a estes profissionais por parte do GSI e Secom.

(Fonte: Atarde Online)