(Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, informou aos colegas que deixa o cargo nesta segunda-feira (24), segundo reportagem de O Globo. Ele fez parte da gestão de Luiz Henrique Mandetta, o primeiro ministro a sair durante a pandemia da covid-19 – o sucessor, Nelson Teich, teve o mesmo destino.

Wanderson é um dos principais responsáveis pela estratégia de combate à covid-19 no Brasil. Ele elaborou as “medidas não farmacológicas” dessa estratégia, ou seja, as que não envolvem medicamento. A principal delas foram as orietanções de distanciamento social.

Wanderson chegou a pedir demissão, ainda na época de Mandetta, por considerar que a situação estava insustentável por conta da hostilidade do presidente Jair Bolsonaro com as medidas determinadas pela pasta. Bolsonaro pressionava pelo fim do distanciamento e também pela liberação ampliada da cloroquina. Na época, Mandetta não aceitou a demissão do subordinado, que era apontado como seu braço direito.

Quando Mandetta foi substituído por Teich, Wanderson continuava dizendo que sairia, mas propôs ajudar na transição. Agora, o ministério é comandado interinamente pelo general Eduardo Pazuello, que nomeou mais de 15 militares para postos considerado chave da pasta.

Wanderson tirou 15 dias de férias e retornou no último dia 19. Ele conversou com Pazuello e definiu sua saída para a segunda. Enfermeiro epidemiologista, ele é servidor civil do Hospital das Forças Armadas e deve voltar para lá.

“Apesar de sair da função de Secretário de Vigilância em Saúde, continuarei ajudando ao Ministro Pazuello nas ações de resposta à Pandemia. Somos da mesma instituição, Ministério da Defesa e conosco é missão dada, missão cumprida”, diz a mensagem que ele mandou para a equipe do ministério (Correio24hrs*)