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O Ministério da Educação (MEC) decidiu adiar a realização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deste ano entre 30 e 60 dias, conforme anúncio feito hoje (20) pela pasta. A medida é uma reação à pandemia de covid-19.

Originalmente, a prova seria realizada em novembro, mas, com o adiamento deve ficar para dezembro deste ano ou até janeiro de 2021. Segundo o MEC, mais de 4 milhões de candidatos já se inscreveram para o exame deste ano.

O adiamento acontece após grande pressão da sociedade civil e até do Congresso Nacional pelo adiamento do exame. Especialistas da área apontam que manter o exame na data inicial seria injusto para com os estudantes, principalmente entre os mais pobres, porque a pandemia está prejudicando os estudos.

A União Nacional dos Estudantes (UNE), por exemplo, defende que o Enem seja adiado não só por 30 ou 60 dias, mas “pelo tempo que for necessário”.

Ontem (19), o Senado aprovou um projeto de lei que prevê o adiamento do Enem e de outros vestibulares por causa da pandemia de covid-19. Hoje, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), exigiu garantias do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o adiamento da prova para que os deputados não votem um projeto com este teor.

Ao longo dos últimos dias, o ministro da Educação, Abrahim Weintraub, chegou a acusar “a esquerda” de agir para que o Enem não acontecesse neste ano. Em reunião com parlamentares, disse ainda que o Enem não foi feito para solucionar a desigualdade e por um momento chegou a afirmar que o exame seria mantido em novembro.