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Proibição de Guerra de Espadas é mantida por recomendação do MP

11 de junho de 2019
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Pelo terceiro ano seguido a Guerra de Espadas, uma “brincadeira” com uso dos fogos de artifício conhecidos como espadas – – está proibida em Senhor do Bonfim, cidade do norte da Bahia.

A “Guerra” acontece tradicionalmente durante as festas juninas, com um artefato que é uma variação mais potente dos tradicionais buscapés, feitos de bambu, pólvora e limalha de ferro.

A cultura do São João é tão forte que a cidade já foi até conhecida como a capital baiana do forró. Além da festa, a tradição marcante do lugar é a guerra de espadas, que mais uma vez está no centro da polêmica sobre a guerra de espadas, já que Ministério Público da Bahia (MP-BA) aponta que a ação é ilegal. No entanto, alguns moradores do município são contra a suspensão da atividade.

Neste mês de junho, inclusive, o MP-BA lançou uma campanha para alertar os baianos sobre a ilegalidade da guerra de espadas. De acordo com o MP-BA, fabricar, possuir e soltar espadas é crime cuja pena pode chegar até seis anos de prisão.

“A espada, hoje, ela é lesiva, é um artefato explosivo e ela fere, mata. Mas há possibilidade da espada ser confeccionada, produzida, transportada e utilizada dentro dos padrões legais”, explicou a promotora Joseane Nunes.

 

A Associação Cultural de Espadeiros de Senhor do Bonfim estima que cerca de sete mil pessoas participem da guerra de espadas todos os anos na cidade. Trezentas pessoas fazem parte da instituição que luta para manter viva a tradição que começou ainda na década de 30.

“O que a gente mais quer é brincar com paz e alegria na manifestação que aprendemos com nossos pais. A gente recebe, com muita tristeza, essa taxação de criminoso, por parte do poder público, representado pelo Ministério Público”, disse Rodrigo Vanderley, um dos integrantes da associação.

Proibição

 
 Guerra de espadas foi vetada pela Justiça em Senhor do Bonfim, na Bahia  — Foto: Reprodução / TV São Francisco
Guerra de espadas foi vetada pela Justiça em Senhor do Bonfim, na Bahia — Foto: Reprodução / TV São Francisco

Em 2003 foi instituído o Estatuto do Desarmamento e a proibição da guerra de espadas se baseou no Artigo 16, que trata da posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Desde então, o Ministério Público acompanha a situação da guerra de espadas.

A partir de 2015, o órgão estadual expediu recomendações com restrições sobre as espadas. A proibição da tradicional “guerra de espadas” já havia sido determinada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) em 2017, após ser considerado um pedido feito pelo MP-BA.

Já em 2018, o Ministério Público Estadual recomendou ao município de Senhor do Bonfim, que não promova ou coopere com a soltura da guerra de espadas, prática onde fogos de artifício, semelhantes a pequenos foguetes, são utilizados como espadas.

 

As cidades que recebem mais atenção são Cruz das Almas, Senhor do Bonfim, Santo Antônio de Jesus, Sapeaçu, Muritiba, Cachoeira, Nazaré das Farinhas, Muniz Ferreira, São Felipe, São Félix, Castro Alves e Campo Formoso. Nestes lugares, a cultura da guerra de espadas é muito forte.

Fonte: G1/Bahia

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