Morte do jornalista Vladimir Herzog completa 40 anos neste domingo

A morte do jornalista Vladimir Herzog completa 40 anos neste domingo (25). Segundo foi reconhecido depois, o diretor do telejornal Hora da Notícia, da TV Cultura de São Paulo, foi morto sob tortura pelos militares após ser detido nas dependências do Destacamento de Operação de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOPS/SP) . A comoção causada pela morte do jornalista reaglutinou diversos setores da sociedade e provocou a primeira reação popular contra os excessos do regime militar. Por esse motivo, de acordo com a Agência Brasil, a data de morte foi escolhida para celebrar a democracia no país, sendo considerada o Dia da Democracia. Divulgada como suicídio em comunicado do II Exército na época, com a utilização de uma foto forjada, a versão das circunstância em que Vladimir morreu –  também mantida pelo Inquérito Policial Militar (IPM) realizado naquele ano – foi desmontada ao longo dos anos. Com uma ação declaratória realizada no ano seguinte, Clarice Herzog conseguiu, em outubro de 1978, a condenação da União pela prisão arbitrária, tortura e morte de seu marido. Em 2013, como parte dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade (CNV), a família conseguiu a retificação do atestado de óbito onde consta que a morte do jornalista se deu em função de “lesões e maus tratos sofridos durante os interrogatórios em dependência do II Exército (DOI-CODI)”. O relatório final da comissão aponta “não existir mais qualquer dúvida acerca das circunstâncias de Vladimir Herzog, detido ilegalmente, torturado e assassinado por agentes do Estado nas dependências do DOI-CODI do II Exército, em São Paulo, em outubro de 1975”.

 

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