Líder do tráfico em Pernambués, Babalu é morto em cerco policial

Apontado como líder do tráfico no bairro de Pernambués, o traficante Luciano Silva dos Santos, 35 anos, conhecido como Babalu, foi morto por policias militares em um tiroteio na tarde desta terça-feira (17). 

Babalu foi morto durante uma operação policial na região conhecida como Horta, onde o traficante coordenava grupos criminosos. Uma denúncia anônima sobre a venda de drogas na região levou equipes da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e da Rondesp Central até o local.

Durante a perseguição, Babalu e outros criminosos conseguiram entrar em uma casa. Houve tiroteio. No cerco, Babalu acabou baleado e não resistiu. Ele chegou a ser levado para o posto policial do Hospital Roberto Santos onde já chegou morto. Os outros suspeitos conseguiram fugir.

Na casa, foram apreendidos uma pistola calibre 380, carregador, munições, 1 kg de maconha, 32 pinos de cocaína, uma balança e embalagens plásticas. 

“Ampliamos as patrulhas no bairro para encontrarmos os comparsas que fugiram. O reforço [no bairro] ficará por tempo indeterminado”, declarou o comandante do CPR Central, coronel Paulo Coutinho.

Em vídeos que circulam nas redes sociais, traficantes rivais aparecem soltando folgos de artifício comemorando a morte do traficante.

Exímio atirador e toque de recolher
Segundo informou a Polícia Militar através de nota, Babalu foi acusado por homicídios de mais de 10 traficantes rivais em Pernambués e por liderar os chamados ‘bondes armados’ para invasão das áreas rivais, expulsão e tortura de moradores da comunidade.

Ele foi apontado como o responsável por ordenar um toque de recolher no bairro, em novembro de 2012, em represália pela morte de um integrante de sua quadrilha por um grupo rival. Lojas foram fechadas e até os ônibus deixaram de circular no bairro. Babalu conseguiu escapar de uma operação com 125 policiais que tinham como missão prendê-lo.

A prisão só aconteceu em abril de 2013. Babalu tentou escapar fugindo pelo telhados de várias casas vizinhas. Foi capturado dentro de uma casa, onde fez reféns uma mulher e uma criança. 

Na época, Babalu era apontado pela polícia como responsável por atuava na área da Baixa do Manu e disputava os pontos de venda de droga com um traficante identificado como Nem. “Os dois tinham um acordo de não ter confronto, mas depois da morte de Davi acabaram com a trégua”, contou um PM ao CORREIO.

Segundo as investigações, o traficante era um hábil atirador e exercia um influente poder paralelo na comunidade, realizando inclusive “ações sociais”. “Babalu é ‘brother’. Ele me deu um óculos e remédio”, contou uma moradora da comunidade à reportagem. Fonte: Correio24hrs*

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