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Sapeaçu: Prefeitura vai exigir comprovante de residência para quem entra na cidade

Como medida de prevenção contra o coronavírus, a prefeitura do município de Sapeaçu, no recôncavo da Bahia, decidiu exigir comprovante de residência para entrada na cidade. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (3), em perfil em rede social da prefeitura, e a ação é válida a partir da próxima segunda-feira (6).

No comunicado, a prefeitura diz que, “em virtude de não permitir a entrada de outras pessoas no município, as equipes da barreira de isolamento estarão exigindo o comprovante de residência para os motociclistas e automóveis”.

De acordo com boletim divulgado pelo órgão municipal na noite desta sexta, dos dois casos suspeitos em Sapeaçu, um foi descartado. A equipe de saúde da cidade acompanha o resultado dos exames do segundo paciente.

No último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), o número de casos de coronavírus confirmados no estado subiu de 282 para 290. Seis pessoas morreram na Bahia. Ao todo, 63 pacientes estão curados.

Fotos: bahia10.com.br

Número de casos de dengue e chikungunya cresce na Bahia; diagnóstico por zika registra redução

Além da preocupação com a contaminação por coronavírus, a população da Bahia também sofre com o crescente número de casos de dengue, chikungunya e zika em todo estado. De acordo com o último levantamento divulgado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), de 29 de dezembro de 2019 até o dia 26 de março de 2020, 16.459 pessoas foram diagnosticadas com alguma das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Um óbito foi notificado.

A dengue foi a responsável pelo maior número de diagnósticos na Bahia: 13.162 pessoas. No mesmo período de 2019, foram notificados 11.698 casos prováveis, o que representa um aumento de 12,5%.

A Sesab informa que 292 municípios baianos realizaram notificação para dengue e que nenhum deles registrou óbitos.

Notificados em 2020Municípios dos casosNotificados em 2019
Dengue13.16229211.698
Chikungunya2.867106446
Zika43054439

Embora os casos de dengue sejam maioria na Bahia, o diagnóstico por chikungunya teve o maior crescimento em todo estado. Até o dia 26 de março, foram registrados 2.867 casos prováveis, contra 446 em 2019. O número significa aumento de 542,8%.

No total, 106 municípios realizaram notificação para os casos de chikungunya. Salvador registrou o único óbito da doença.

Por outro lado, a zika reduziu o número de infectados. Até aqui, foram notificados 430 casos prováveis em 54 municípios do estado. No mesmo período de 2019, foram contabilizados 439 diagnósticos no mesmo período, o que representa uma redução de 2,0%. (G1)

China cancela compra de respiradores pela Bahia, e carga fica retida nos EUA

Uma carga de 600 respiradores artificiais chineses comprada por estados do Nordeste ficou retida no aeroporto de Miami (EUA), onde fazia conexão aérea para ser enviada ao Brasil.

O contrato no valor de R$ 42 milhões assinado pelo governo da Bahia como representante da região foi cancelado pela empresa fornecedora sem maiores explicações, no início da semana.

“Alegaram apenas razões técnicas”, afirmou o secretário da Casa Civil da Bahia, Bruno Dauster. A empresa, cujo nome não foi revelado, disse que a carga teria outro destino, não especificado.

A desconfiança é que os equipamentos se destinem agora ao combate da crise do coronavírus nos EUA, que teriam acertado pagar mais à empresa chinesa.

“Estamos indo atrás de outro fornecedor”, disse Dauster. O valor não chegou a ser desembolsado pelo governo baiano.

O cancelamento da compra é exemplo de um fenômeno que vem acontecendo mundialmente, como revelou na quarta (1°) o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Agora que o presidente Donald Trump abandonou sua postura cética sobre o tamanho da crise e moderou as críticas à China, passou a olhar para o país asiático em busca de doações e compra de equipamentos. E outros países têm sido preteridos.

Apesar do risco de haver novos cancelamentos, governadores seguem recorrendo à China, por falta de opção.

A exemplo do que vem acontecendo em diversos aspectos do combate ao coronavírus, estão ignorando a linha adotada pelo presidente Jair Bolsonaro, de hostilidade aos chineses.

Com a crise na sua fase final, a China se vê em posição de ajudar o mundo, num processo que já foi batizado de “diplomacia da máscara”.

Além de ganhar pontos geopolíticos, os chineses aproveitam para fechar negócios, indicando fornecedores.

Mas o gargalo na produção da China provoca situações como a vivida pela Bahia.

“A China tem uma enorme capacidade de produção, mas a demanda é mundial. Por isso, as fábricas só estão aceitando pagamento antecipado, o que tem gerado problemas para muitos estados”, diz Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China.

Leia a matéria completa na Folha de São Paulo.

Comitê Científico do Consórcio Nordeste indica primeiras medidas contra Covid-19

O Consórcio Nordeste publicou, nesta quinta-feira (2), o primeiro boletim produzido pelo Comitê Científico, grupo criado para dar recomendações de combate ao coronavírus com base em pesquisas científicas. O documento apresenta seis recomendações iniciais do comitê com o intuito de minimizar os impactos negativos da pandemia. Dentre elas, a troca de informações sobre soluções tecnológicas já desenvolvidas nos estados; integração das instituições de apoio à pesquisa que possam financiar e executar estudos interestaduais em temas desafiantes da Covid-19; e intensa articulação entre secretarias de Saúde dos estados e municípios.

As outras medidas apresentadas no boletim indicam ainda a manutenção do isolamento social, visando interromper a cadeia de contágio; a implantação de postos de saúde em aeroportos e terminais de ônibus para testagem e orientação aos viajantes; e ações de apoio material e financeiros às famílias mais necessitadas, moradores de rua, pequenos comerciantes, entre outros grupos mais vulneráveis.

O Comitê Científico, criado pelo Consórcio Nordeste, é formado por profissionais de renome internacional indicados pelos nove estados. A coordenação é de Miguel Nicolelis e Sérgio Rezende. Os outros membros são: Adélia Carvalho de Melo Pinheiro (BA); Antônio Silva Lima Neto (CE); José Noronha (PI); Ricardo Valentim (RN); Luiz Cláudio Arraes de Alencar (PE); Marco Aurélio Góes (SE) Marcos Pacheco (MA); Maurício Lima Barreto (BA); Priscilla Karen de Oliveira Sá (PB); e Roberto Badaró (BA).

Ministério da Saúde entrega quase 40 mi de equipamentos de proteção individual aos estados

Foto : Official Photo by Mori / Office of the President

O Ministério da Saúde informou hoje (30) que já distribuiu aos estados 14,22 milhões de máscaras cirúrgicas, 24 milhões de luvas para procedimentos não cirúrgicos, e 1,36 milhão de outros equipamentos de proteção individual (EPIs), totalizando quase 40 milhões de itens.

São produtos importantes para que os profissionais de saúde possam diminuir o risco de eles próprios se contaminarem pela doença que, segundo boletim da pasta, já matou 159 pessoas e infectou 4.579 no país.

A pasta vem repetindo que a distribuição de equipamentos vai ocorrer de acordo com a necessidade. São Paulo, o estado mais populoso e com mais casos de Covid-19 no país, foi o mais beneficiado até agora na distribuição de máscaras: das 14,22 milhões, 3,1 milhões foram para lá.