Defesa de Dilma pede mais dois dias para apresentar alegações finais

A defesa da presidente afastada Dilma Rousseff apresentou na última terça-feira (26) pedido para prorrogar o prazo para entrega das alegações finais à Comissão do Impeachment do Senado por mais dois dias. O prazo terminaria hoje (27), mas os advogados querem entregar os documentos até a próxima sexta-feira (29).

No pedido, os advogados José Eduardo Cardozo, Breno Bergson e Renato Franco argumentaram que o amplo direito de defesa de Dilma foi prejudicado devido ao fato de a página do Senand que hospeda os documentos do processo na internet ter ficado fora do ar sábado (23) e domingo (24), voltando a funcionar às 6h de ontem (25). De acordo com a defesa, isso causou “prejuízo no acesso a documentos imprescindíveis para análise e confecção das alegações finais”.

Pelo procedimento, Dilma teria 15 dias para apresentar as alegações finais, mas a defesa pede que, nesse caso, seja usado, por analogia, o que prevê o novo Código de Processo Civil, segundo o qual “suspende-se o curso do prazo por obstáculo criado em detrimento da parte”, devendo o prazo ser “restituído ao que faltava para a sua complementação”.

Mesmo com o pedido de adiamento, a assessoria de imprensa da presidenta afastada informou que a defesa trabalha para entregar os documentos até o final da tarde desta quarta-feira (27), por ainda não saber se a prorrogação será concedida.

A documentação, após a entrega das alegações, será encaminhada a Anastasia, que terá cinco dias para apresentar parecer sobre a acusação. O relatório será votado pela comissão, por maioria simples – metade mais um dos senadores presentes à sessão. Em seguida, haverá votação igual no plenário da Casa, sob o comando do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, encerrando, assim, a fase de pronúncia do impeachment.

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