Castro Alves: Sem transporte escolar, alunos pagam passagem para não perderem aula

Os alunos da Rede Estadual de Educação no município de Castro Alves, no Recôncavo Baiano, que residem na zona rural, estão pagando passagens para não perderem aula. Em entrevista concedida ao Portal Tribuna do Recôncavo nesta quarta-feira (24/02), a estudante Naiara dos Santos, moradora da localidade do Alcançú, contou que todo ano esse problema se repete – o transporte escolar só circula no período de aulas da Rede Municipal.

“No início do ano os colégios do estado começam as aulas primeiro do que os colégios do município, e no final do ano os colégios municipais encerram as aulas mais cedo”, disse.

Com essa diferença de calendário, nesta primeira semana de aula, alguns castroalvenses optaram em utilizar o transporte dos feirantes, pagando em média R$ 5 reais reais de ida e R$ 5 de volta. “Ou a gente faz isso ou a gente vai ser prejudicado porque mesmo com poucos alunos os professores tão dando aula todo dia”, disse.

São aproximadamente 10 ônibus sem rodar, e centenas de alunos impossibilitados de chegar até a sede do município através do transporte escolar. Ainda segundo Naiara, no final de 2015 as aulas da Rede Municipal de Castro Alves terminaram no dia 30 de novembro, no entanto a Rede Estadual encerrou as aulas no dia 20/12 para quem passou direto e dia 30/12 para quem ficou na recuperação. Neste caso houve transporte até o dia 20/12.

Outra reclamação é referente a falta de manutenção das estradas vicinais de Castro Alves, que estão com muito buraco e valeta. “A ladeira do Cedro está toda esburacada e sem cascalho, toda vez que chove o motorista fica com medo e não vem pegar a gente, ao descer essa ladeira tem um riacho que atravessa a estrada, que quando enche ninguém passa. O certo é fazer uma ponte”, disse.

Sobre todas essas reclamações, um grupo de alunos fez um abaixo assinado, entregou na prefeitura, mas não obteve êxito. O transporte deve ser normalizado na segunda-feira, 29/02, quando iniciará o ano letivo nas escolas municipais. Até lá ou o aluno tira do seu boço para pagar a passagem, aventura uma carona ou fica sem estudar. (Hélio Alves/Tribuna do Recôncavo/Foto: Bahia10)

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